HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Homem, 24 anos de idade, procura pronto-socorro por febre aferida de 38 ºC, tosse com secreção purulenta e dispneia há 2 semanas. Buscou atendimento médico no início do quadro, sendo iniciada antibioticoterapia via oral para tratamento em domicílio. Evoluiu com melhora da tosse, porém persiste com febre diária e dispneia progressiva há 1 semana. Tem antecedente de asma com bom controle de sintomas com uso de formoterol-budesonida a cada 12 horas. Nega exacerbações no último ano. Ao exame físico, encontra-se com PA: 126 x 82 mmHg, FC: 118 bpm, FR: 26 irpm, saturação periférica de oxigênio 95% em ar ambiente e temperatura axilar 37,8 ºC. A ausculta pulmonar está abolida em até terço médio do hemitórax direito com sibilos discretos em hemitórax esquerdo. O restante do exame físico está normal. Diante do quadro clínico atual deste paciente, entre os achados de ultrassonografia point-of-care pulmonar abaixo, o mais provável de ser encontrado é:
Derrame pleural extenso → ausência do sinal da cortina na USG pulmonar.
O sinal da "cortina" na ultrassonografia pulmonar refere-se ao deslizamento do pulmão sobre o diafragma durante a inspiração, cobrindo o fígado ou baço. Em casos de derrame pleural significativo, o líquido impede esse deslizamento, resultando na ausência ou redução do sinal da cortina, o que é um achado provável.
O paciente apresenta um quadro de febre, tosse purulenta e dispneia progressiva, com ausculta pulmonar abolida em hemitórax direito, sugerindo um processo infeccioso pulmonar complicado por derrame pleural. A ultrassonografia pulmonar point-of-care (POCUS) é uma ferramenta diagnóstica rápida e eficaz no pronto-socorro para avaliar patologias pleuropulmonares. A POCUS permite a identificação de derrame pleural, consolidações, pneumotórax e edema pulmonar. No caso de derrame pleural, a ausculta abolida e a dispneia são sinais clínicos importantes. A ultrassonografia pode confirmar a presença de líquido e estimar seu volume. Entre os achados ultrassonográficos, o "sinal da cortina" é particularmente relevante. Ele representa o deslizamento do pulmão aerado sobre o diafragma, que "cobre" as estruturas abdominais (fígado ou baço) durante a inspiração. Em um paciente com derrame pleural significativo, o líquido acumulado impede esse movimento normal do pulmão, resultando na ausência ou redução do sinal da cortina. Portanto, a ausência do sinal da cortina é o achado mais provável na POCUS pulmonar diante de um derrame pleural extenso.
O sinal da "cortina" é o movimento do pulmão aerado deslizando sobre o diafragma durante a inspiração, cobrindo o fígado (à direita) ou o baço (à esquerda) na janela ultrassonográfica.
Em um derrame pleural significativo, o líquido acumulado entre as pleuras impede o deslizamento normal do pulmão sobre o diafragma, resultando na ausência ou redução do sinal da cortina.
Outros achados incluem a presença de líquido anecoico ou hipoecoico no espaço pleural, o "sinal do quadrilátero" (líquido entre as pleuras parietal e visceral), e o colapso pulmonar (atelectasia) em casos de derrames volumosos.
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