PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
Um paciente com 16 anos de idade foi admitido na Unidade de Pronto Atendimento, com relato de queda de bicicleta, com rebaixamento de consciência. A Unidade apresenta apenas um aparelho de ultrassonografia (USG) como método de imagem.Sobre os possíveis exames, após avaliação inicial e estabilização desse paciente, que irão ajudar na sua abordagem clínica/cirúrgica, observe as seguintes afirmativas:I. USG do diâmetro da bainha do nervo óptico.II. USG de veia cava.III. Doppler transcraniano.IV. USG protocolo FAST.Estão CORRETAS as afirmativas:
Trauma cranioencefálico + rebaixamento → USG bainha nervo óptico (PIC), USG VCI (volemia), FAST (sangramento).
Em cenários de trauma com recursos limitados, a ultrassonografia point-of-care (POCUS) é fundamental. A USG da bainha do nervo óptico auxilia na triagem de hipertensão intracraniana, a USG da veia cava inferior avalia o estado volêmico e o protocolo FAST detecta sangramentos em cavidades.
A ultrassonografia point-of-care (POCUS) tem se tornado uma ferramenta indispensável na avaliação inicial de pacientes traumatizados, especialmente em ambientes com recursos limitados ou quando a instabilidade hemodinâmica impede o transporte para exames mais complexos. Ela permite uma avaliação rápida e não invasiva de diversas condições que podem ameaçar a vida do paciente, guiando condutas emergenciais. No contexto de um paciente com trauma cranioencefálico e rebaixamento de consciência, a POCUS pode fornecer informações vitais. A ultrassonografia do diâmetro da bainha do nervo óptico é um método rápido e não invasivo para rastrear o aumento da pressão intracraniana. A avaliação da veia cava inferior (VCI) é fundamental para estimar o estado volêmico e guiar a reposição hídrica. O protocolo FAST é essencial para detectar hemorragias internas em cavidades torácica e abdominal, que podem estar associadas ao trauma. Embora o Doppler transcraniano seja uma ferramenta valiosa para avaliar o fluxo sanguíneo cerebral e detectar vasoespasmo, sua aplicação no cenário agudo de trauma com rebaixamento de consciência pode ser mais limitada em um pronto-socorro com apenas um aparelho de USG e sem expertise específica para tal. As outras modalidades de USG mencionadas são mais amplamente aplicáveis e treináveis para a avaliação inicial de trauma.
A dilatação da bainha do nervo óptico (diâmetro > 5-5.5 mm) é um sinal indireto de aumento da pressão intracraniana, pois o nervo óptico é uma extensão do sistema nervoso central e sua bainha se comunica com o espaço subaracnoideo.
A USG da veia cava inferior (VCI) permite avaliar o estado volêmico do paciente. Uma VCI colapsada ou com alta variabilidade respiratória pode indicar hipovolemia, enquanto uma VCI distendida sugere sobrecarga ou hipertensão intracardíaca direita.
O protocolo FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta rápida para detectar líquido livre (sangue) em quatro áreas: pericárdio, periesplênica, peri-hepática e pelve. É crucial para identificar hemorragias internas que necessitam de intervenção cirúrgica imediata.
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