UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 23 anos refere dispneia iniciada há 30 minutos durante atividade física. Nega histórico de trauma. Nega procedimentos torácicos prévios. EF: murmúrio vesicular presente em todo hemitórax direito e ausente no hemitórax esquerdo, percussão com som claro pulmonar no hemitórax direito e timpanismo no hemitórax esquerdo. Realizada ultrassonografia a beira-leito, cujos achados esperados são à direita e à esquerda, respectivamente:
Pneumotórax → Ausência de deslizamento pleural + Presença de Ponto Pulmonar (achado patognomônico).
O POCUS supera a radiografia de tórax na detecção de pneumotórax; o ponto pulmonar é o sinal que delimita a transição entre o pulmão expandido e o ar livre na pleura.
A ultrassonografia pulmonar revolucionou o atendimento de emergência. No paciente com dispneia súbita e assimetria de murmúrio vesicular, o POCUS permite um diagnóstico rápido e preciso. O deslizamento pleural (lung sliding) é o movimento das pleuras parietal e visceral uma contra a outra; sua presença exclui pneumotórax naquele ponto com valor preditivo negativo de quase 100%. No pneumotórax, o ar entre as pleuras impede a visualização do pulmão, resultando na perda do deslizamento e na visualização apenas de linhas A (artefatos de ar). O 'ponto pulmonar' é a fronteira física do pneumotórax. Identificar esses sinais é competência essencial para médicos que atuam em pronto-socorro, terapia intensiva e trauma, permitindo intervenções imediatas como a drenagem torácica quando indicada.
O ponto pulmonar é o achado ultrassonográfico patognomônico de pneumotórax. Ele representa o local exato na parede torácica onde a pleura visceral (pulmão) volta a entrar em contato com a pleura parietal. Na imagem, observa-se a alternância entre o deslizamento pleural (pulmão normal) e a ausência de deslizamento com linhas A (pneumotórax) conforme o paciente respira.
As linhas A são artefatos de reverberação horizontais, paralelas à linha pleural, que indicam a presença de ar abaixo da pleura. Elas são normais em pulmões aerados, mas no contexto de ausência de deslizamento pleural, reforçam a suspeita de pneumotórax (embora não sejam específicas isoladamente).
O ultrassom à beira-leito (POCUS) possui sensibilidade superior à radiografia de tórax supina para o diagnóstico de pneumotórax, especialmente em pacientes de trauma. Enquanto o RX pode falhar em detectar pequenos pneumotórax anteriores, o ultrassom consegue identificá-los com alta acurácia, aproximando-se da sensibilidade da tomografia computadorizada.
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