SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Analise a imagem ultrassonográfica a seguir. A via de realização dessa ultrassonografia e a fase do ciclo menstrual na qual se encontra o útero são, respectivamente,
USG pélvica via abdominal + endométrio fino trilaminar = fase estrogênica (proliferativa).
A via abdominal é uma abordagem inicial para ultrassonografia pélvica. A fase estrogênica (proliferativa) do ciclo menstrual é caracterizada por um endométrio fino e trilaminar, devido à ação do estrogênio que estimula seu crescimento antes da ovulação.
A ultrassonografia pélvica é uma ferramenta diagnóstica essencial na ginecologia, permitindo a avaliação do útero, ovários e estruturas adjacentes. Para residentes e estudantes, é fundamental dominar as diferentes vias de acesso e as características ultrassonográficas normais em cada fase do ciclo menstrual, pois isso impacta diretamente o diagnóstico e a conduta. A via abdominal, embora com menor resolução que a transvaginal, é importante para uma visão geral da pelve e em situações específicas. O ciclo menstrual é dividido em fases, e o endométrio sofre alterações morfológicas distintas sob a influência hormonal. Na fase estrogênica, ou proliferativa, que ocorre antes da ovulação, o estrogênio estimula o crescimento do endométrio. Ultrassonograficamente, isso se manifesta como um endométrio fino, com um padrão trilaminar característico, que reflete as camadas basais, funcionais e a linha central da cavidade uterina. A identificação correta dessa fase é crucial para a avaliação da fertilidade e para o diagnóstico diferencial de patologias endometriais. Compreender as variações do endométrio ao longo do ciclo é vital para interpretar corretamente os achados ultrassonográficos e evitar diagnósticos errôneos. A fase progestagênica, por exemplo, apresenta um endométrio mais espesso e ecogênico. O conhecimento dessas nuances é um diferencial na prática clínica e nas provas de residência, garantindo uma avaliação ginecológica completa e precisa.
Na fase estrogênica, o endométrio é fino e apresenta um padrão trilaminar ou 'em grão de café' à ultrassonografia. Essa aparência reflete a proliferação das células endometriais sob a influência do estrogênio, preparando o útero para uma possível gravidez.
A via abdominal é frequentemente utilizada como abordagem inicial, em pacientes virgens, em crianças, ou quando há grandes massas pélvicas que não podem ser visualizadas completamente pela via transvaginal. Ela oferece um campo de visão mais amplo, mas com menor resolução para detalhes endometriais e ovarianos.
Na fase progestagênica, sob a influência da progesterona, o endométrio se torna mais espesso, homogêneo e ecogênico, perdendo o padrão trilaminar. Essa mudança reflete a preparação para a implantação do embrião, com aumento da vascularização e secreção glandular.
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