Ultrassonografia Obstétrica: Detecção de Anomalias Fetais

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Com relação à ultrassonografia obstétrica, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A determinação da idade gestacional com base na ultrassonografia, quando esta é realizada no 1º trimestre de gestação, sempre é mais eficaz do que por meio de fatores clínicos como a data da última menstruação e a data da concepção, nos casos de técnicas de reprodução assistida.
  2. B) O espessamento do saco gestacional em torno de dez a doze semanas de gestação representa sinal de alerta para a gestação.
  3. C) A ultrassonografia obstétrica é capaz de detectar diversas anomalias fetais, como a acrania, a espinha bífida e a onfalocele, por exemplo.
  4. D) A estimativa do peso fetal pode ser realizada pela obtenção do diâmetro biparietal.
  5. E) A translucência nucal aumentada no exame morfológico de 1º trimestre de gestação indica que o feto é portador da síndrome de Down.

Pérola Clínica

USG obstétrica é ferramenta essencial para detecção precoce de anomalias fetais estruturais.

Resumo-Chave

A ultrassonografia obstétrica é um método de imagem não invasivo e seguro, fundamental para o acompanhamento da gestação, permitindo não apenas a datação e avaliação do crescimento fetal, mas também a detecção de diversas malformações congênitas, como defeitos de fechamento do tubo neural e da parede abdominal.

Contexto Educacional

A ultrassonografia obstétrica é uma ferramenta diagnóstica indispensável na medicina fetal, oferecendo informações cruciais sobre o desenvolvimento do feto e a saúde materna ao longo da gestação. Sua aplicação abrange desde a confirmação da gravidez e datação gestacional precisa no primeiro trimestre até a avaliação detalhada da anatomia fetal, crescimento, bem-estar e detecção de anomalias em trimestres subsequentes. A capacidade de identificar precocemente malformações permite o aconselhamento adequado dos pais e o planejamento de intervenções, se necessário. No primeiro trimestre, a ultrassonografia é fundamental para a datação da gestação (com base no comprimento cabeça-nádegas - CCN), determinação da corionicidade em gestações múltiplas e rastreamento de cromossomopatias através da medida da translucência nucal (TN) e avaliação do osso nasal. A detecção de anomalias fetais estruturais, como acrania (ausência da calota craniana), espinha bífida (defeito de fechamento do tubo neural) e onfalocele (defeito da parede abdominal com herniação de vísceras), é possível e de extrema importância para o manejo da gravidez. A ultrassonografia obstétrica também é utilizada para monitorar o crescimento fetal, avaliar a quantidade de líquido amniótico, a localização da placenta e o fluxo sanguíneo em vasos importantes (dopplerfluxometria). Embora a TN aumentada seja um marcador de risco, ela não é diagnóstica de Síndrome de Down, apenas indica a necessidade de exames complementares como cariótipo fetal. A estimativa do peso fetal é realizada por meio de múltiplas medidas biométricas (diâmetro biparietal, circunferência cefálica, circunferência abdominal e comprimento do fêmur), não apenas pelo diâmetro biparietal isoladamente.

Perguntas Frequentes

Quais anomalias fetais podem ser detectadas pela ultrassonografia obstétrica?

A ultrassonografia obstétrica pode detectar diversas anomalias estruturais, incluindo defeitos de fechamento do tubo neural (anencefalia, espinha bífida), defeitos da parede abdominal (onfalocele, gastrosquise), anomalias cardíacas, renais e esqueléticas.

Qual a precisão da ultrassonografia para datação da idade gestacional?

A ultrassonografia realizada no primeiro trimestre (especialmente entre 7 e 12 semanas) é o método mais preciso para determinar a idade gestacional, superando a data da última menstruação, especialmente em ciclos irregulares ou quando a DUM é incerta.

O que significa translucência nucal aumentada no 1º trimestre?

A translucência nucal aumentada é um marcador ultrassonográfico de risco para cromossomopatias (como Síndrome de Down), cardiopatias congênitas e outras síndromes genéticas, mas não é um diagnóstico definitivo, exigindo investigação adicional.

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