Ultrassonografia Pré-Natal: Períodos Ideais e Indicações

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021

Enunciado

Em relação ao acompanhamento do pré natal, exames de imagens devem ser realizados de acordo com o período gestacional. Observe as assertivas abaixo e assinale aquela que o exame e/ou indicação não estão corretos.

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia via vaginal com 06 a 09 semanas de gestação, com objetivo de identificar gestação ectópica, única ou não, vitalidade e as medidas do saco gestacional.
  2. B) Ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre entre a 11ª e a 14ª semana, permitindo rastrear cromossomopatias por meio da medida da transluscência nucal, do fluxo do dueto venoso e do ossículo nasal.
  3. C) Ultrassonografia de segundo trimestre entre a 25ª e 28ª semana, de preferência na 26ª semana, para identificar toda a anatomia fetal.
  4. D) Ultrassonografia com dopplerfluxometria das artérias uterinas, umbilical e artéria cerebral média entre a 34ª e 36ª semana, para avaliar crescimento fetal, vitalidade e volume do líquido amniótico.

Pérola Clínica

USG morfológica de 2º trimestre idealmente entre 20-24 semanas para anatomia fetal completa, não 25-28 semanas.

Resumo-Chave

A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é crucial para a avaliação detalhada da anatomia fetal e deve ser realizada idealmente entre 20 e 24 semanas de gestação. Realizá-la mais tardiamente (25-28 semanas) pode dificultar a visualização de algumas estruturas devido ao maior tamanho fetal e menor volume de líquido amniótico relativo.

Contexto Educacional

O acompanhamento pré-natal é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, e os exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, desempenham um papel crucial em diferentes estágios da gestação. Cada ultrassonografia tem objetivos específicos e um período ideal para sua realização, visando maximizar a detecção de anomalias e a avaliação do bem-estar fetal. A ultrassonografia de primeiro trimestre, realizada entre 6 e 9 semanas, é essencial para confirmar a gestação, determinar a idade gestacional, avaliar a vitalidade embrionária e identificar gestações ectópicas ou múltiplas. A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (11ª a 14ª semana) é vital para o rastreamento de cromossomopatias, através da medida da translucência nucal, avaliação do ducto venoso e do osso nasal. A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é um dos exames mais importantes, devendo ser realizada preferencialmente entre 20 e 24 semanas de gestação. Este período permite uma avaliação detalhada da anatomia fetal, incluindo coração, cérebro, rins, membros e face, para detectar malformações congênitas. Realizá-la mais tardiamente, como entre 25 e 28 semanas, pode dificultar a visualização completa devido ao crescimento fetal e à diminuição relativa do líquido amniótico. A Dopplerfluxometria, por sua vez, é mais indicada no terceiro trimestre para monitorar o crescimento e a vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre?

A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (11ª a 14ª semana) tem como objetivo principal o rastreamento de cromossomopatias, avaliando a translucência nucal, a presença do osso nasal e o fluxo no ducto venoso, além de datar a gestação e identificar gestações múltiplas.

Por que a ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é ideal entre 20 e 24 semanas?

Este período é ideal porque o feto já possui um desenvolvimento anatômico significativo, mas ainda há volume de líquido amniótico suficiente e tamanho fetal adequado para uma visualização detalhada de todas as estruturas, facilitando a detecção de malformações.

Quando a Dopplerfluxometria é indicada no pré-natal?

A Dopplerfluxometria é geralmente indicada no terceiro trimestre (34ª a 36ª semana) para avaliar o bem-estar fetal, o crescimento, a vitalidade e a função placentária, através da análise do fluxo nas artérias uterinas, umbilical e cerebral média, sendo útil em gestações de risco.

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