UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2021
Em relação ao acompanhamento do pré natal, exames de imagens devem ser realizados de acordo com o período gestacional. Observe as assertivas abaixo e assinale aquela que o exame e/ou indicação não estão corretos.
USG morfológica de 2º trimestre idealmente entre 20-24 semanas para anatomia fetal completa, não 25-28 semanas.
A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é crucial para a avaliação detalhada da anatomia fetal e deve ser realizada idealmente entre 20 e 24 semanas de gestação. Realizá-la mais tardiamente (25-28 semanas) pode dificultar a visualização de algumas estruturas devido ao maior tamanho fetal e menor volume de líquido amniótico relativo.
O acompanhamento pré-natal é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, e os exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, desempenham um papel crucial em diferentes estágios da gestação. Cada ultrassonografia tem objetivos específicos e um período ideal para sua realização, visando maximizar a detecção de anomalias e a avaliação do bem-estar fetal. A ultrassonografia de primeiro trimestre, realizada entre 6 e 9 semanas, é essencial para confirmar a gestação, determinar a idade gestacional, avaliar a vitalidade embrionária e identificar gestações ectópicas ou múltiplas. A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (11ª a 14ª semana) é vital para o rastreamento de cromossomopatias, através da medida da translucência nucal, avaliação do ducto venoso e do osso nasal. A ultrassonografia morfológica de segundo trimestre é um dos exames mais importantes, devendo ser realizada preferencialmente entre 20 e 24 semanas de gestação. Este período permite uma avaliação detalhada da anatomia fetal, incluindo coração, cérebro, rins, membros e face, para detectar malformações congênitas. Realizá-la mais tardiamente, como entre 25 e 28 semanas, pode dificultar a visualização completa devido ao crescimento fetal e à diminuição relativa do líquido amniótico. A Dopplerfluxometria, por sua vez, é mais indicada no terceiro trimestre para monitorar o crescimento e a vitalidade fetal, especialmente em gestações de alto risco.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre (11ª a 14ª semana) tem como objetivo principal o rastreamento de cromossomopatias, avaliando a translucência nucal, a presença do osso nasal e o fluxo no ducto venoso, além de datar a gestação e identificar gestações múltiplas.
Este período é ideal porque o feto já possui um desenvolvimento anatômico significativo, mas ainda há volume de líquido amniótico suficiente e tamanho fetal adequado para uma visualização detalhada de todas as estruturas, facilitando a detecção de malformações.
A Dopplerfluxometria é geralmente indicada no terceiro trimestre (34ª a 36ª semana) para avaliar o bem-estar fetal, o crescimento, a vitalidade e a função placentária, através da análise do fluxo nas artérias uterinas, umbilical e cerebral média, sendo útil em gestações de risco.
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