Morfológico 1º Trimestre: Foco e Doppler de Artérias Umbilicais

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

P.S., 23 anos, foi a consulta de pré-natal em que foi solicitado exame morfológico de 1o trimestre. No dia do exame, o CCN (comprimento cabeça-nádega) mediu 48.3 mm, com biometria compatível para 11 semanas e 4 dias. O osso nasal foi identificado.Com base nesse caso, e sabendo-se da importância e metodologia de avaliação do exame morfológico de 1º trimestre, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Não é possível avaliar o risco de trissomias, neste caso, por CCN estar abaixo de 50 mm.
  2. B) Uma medida de translucência nucal de 2 mm indica risco alto pra cromossomopatias.
  3. C) No exame morfológico de 1o trimestre, o doppler de artérias uterinas ainda não tem importância.
  4. D) A presença de osso nasal aumenta risco para cromossomopatias.
  5. E) Não há de se avaliar dopplervelocimetria de artérias umbilicais nessa fase.

Pérola Clínica

Morfológico 1º trimestre: Doppler de artérias umbilicais NÃO é rotina; foco em TN, osso nasal e ducto venoso para cromossomopatias.

Resumo-Chave

O exame morfológico de 1º trimestre foca no rastreamento de cromossomopatias (TN, osso nasal, ducto venoso) e risco de pré-eclâmpsia (Doppler de artérias uterinas). A avaliação da dopplervelocimetria das artérias umbilicais é mais relevante em trimestres posteriores para o estudo do bem-estar fetal e CIUR.

Contexto Educacional

O exame morfológico de 1º trimestre, realizado idealmente entre 11 e 14 semanas de gestação (CCN entre 45 e 84 mm), é fundamental para o rastreamento de anomalias cromossômicas e para a avaliação do risco de pré-eclâmpsia. Ele combina a avaliação de marcadores ultrassonográficos com a idade materna e, por vezes, marcadores bioquímicos. Os principais marcadores ultrassonográficos incluem a medida da translucência nucal (TN), a presença ou ausência do osso nasal, a avaliação do ducto venoso e do fluxo tricúspide. Uma TN aumentada, ausência de osso nasal ou fluxo alterado no ducto venoso/tricúspide são indicativos de risco aumentado para cromossomopatias, como as trissomias 21, 18 e 13. Além disso, o Doppler das artérias uterinas é uma ferramenta importante nesse período para identificar gestantes com maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia, permitindo a introdução precoce de aspirina para tentar reduzir essa complicação. A dopplervelocimetria das artérias umbilicais, por outro lado, é mais relevante a partir do segundo trimestre para monitorar o bem-estar fetal em casos de CIUR ou outras condições que afetem a função placentária.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da translucência nucal (TN) no 1º trimestre?

A TN é um marcador ultrassonográfico para rastreamento de cromossomopatias, especialmente Síndrome de Down. Uma medida aumentada, combinada com outros marcadores e exames bioquímicos, eleva o risco de aneuploidias.

Quando o osso nasal é considerado um marcador de risco para cromossomopatias?

A AUSÊNCIA do osso nasal fetal no 1º trimestre é um marcador de risco para cromossomopatias, como a Síndrome de Down. Sua presença é um achado normal e tranquilizador.

Qual o papel do Doppler de artérias uterinas no 1º trimestre?

O Doppler de artérias uterinas no 1º trimestre é utilizado para rastrear o risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, especialmente em gestantes de alto risco, permitindo a implementação de medidas profiláticas como o uso de aspirina.

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