AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Uma gestante de 10 semanas e 6 dias vem à consulta de pré-natal. Ela não apresenta fatores de risco ou queixas. Após a consulta, o médico agenda uma ultrassonografia para ser realizada em 1 semana. O tipo de ultrassonografia que ela deverá realizar é:
Gestante 10-14 semanas: USG morfológica 1º trimestre para translucência nucal e rastreamento de cromossomopatias.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, realizada entre 11 e 14 semanas de gestação, é fundamental para medir a translucência nucal e rastrear marcadores de cromossomopatias, como a Síndrome de Down, além de datar a gestação com precisão.
O pré-natal é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, e a ultrassonografia desempenha um papel crucial na avaliação da gestação. A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre é um exame de extrema importância, realizado preferencialmente entre 11 e 14 semanas de gestação. Este exame tem como objetivos principais a datação precisa da gestação, a avaliação da vitalidade fetal, o diagnóstico de gestações múltiplas e, crucialmente, o rastreamento de cromossomopatias e malformações congênitas. A medida da translucência nucal (TN) é o marcador mais conhecido nesse período, sendo um indicador de risco para Síndrome de Down e outras aneuploidias, além de cardiopatias congênitas. A correta realização e interpretação dessa ultrassonografia permite identificar gestações de alto risco que necessitarão de investigação adicional, como testes não invasivos (NIPT) ou procedimentos invasivos (biópsia de vilo corial ou amniocentese). Para residentes, dominar os parâmetros e a importância da USG morfológica de primeiro trimestre é essencial para um acompanhamento pré-natal de qualidade e aconselhamento adequado às gestantes.
O período ideal para a ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre é entre 11 semanas e 0 dias e 13 semanas e 6 dias de gestação, quando a medida da translucência nucal é mais precisa.
A translucência nucal é a medida do acúmulo de líquido na nuca do feto. Seu aumento está associado a um risco elevado de cromossomopatias (como Síndrome de Down), malformações cardíacas e outras síndromes genéticas.
Além da translucência nucal, são avaliados o osso nasal, o ducto venoso, o fluxo tricúspide e a presença de outras anomalias estruturais precoces, que em conjunto aumentam a sensibilidade do rastreamento.
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