HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre da gestação tem como uma de suas finalidades o estudo dopplervelocimétrico para quantificar o risco de trissomias fetais. Com essa finalidade o vaso a ser analisado é:
USG morfológica 1º trimestre + doppler ducto venoso → rastreamento de trissomias.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, combinada com a análise dopplervelocimétrica do ducto venoso, é uma ferramenta importante no rastreamento de trissomias fetais. Um fluxo reverso ou ausente na onda 'a' do ducto venoso é um marcador de risco aumentado para cromossomopatias, especialmente a trissomia do 21.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre é um exame crucial na medicina fetal, realizado idealmente entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias de gestação. Além de confirmar a idade gestacional e avaliar a anatomia fetal precoce, este exame desempenha um papel fundamental no rastreamento de cromossomopatias, como as trissomias do 21 (Síndrome de Down), 18 (Síndrome de Edwards) e 13 (Síndrome de Patau). A combinação de marcadores ultrassonográficos com marcadores bioquímicos séricos maternos (PAPP-A e beta-hCG livre) forma o rastreamento combinado do primeiro trimestre. Entre os marcadores ultrassonográficos, a translucência nucal (TN) é o mais conhecido. No entanto, a avaliação dopplervelocimétrica do ducto venoso tem se mostrado um complemento valioso. O ducto venoso é um shunt vascular que direciona o sangue oxigenado da veia umbilical para o coração fetal. Em fetos com cromossomopatias e algumas cardiopatias congênitas, a análise do fluxo no ducto venoso pode revelar um padrão anormal, tipicamente um fluxo reverso ou ausente durante a fase de contração atrial (onda 'a'). Este achado reflete um aumento da pressão atrial direita e uma diminuição da complacência miocárdica, sendo um marcador de risco para aneuploidias. Portanto, a análise do ducto venoso, juntamente com outros marcadores como a TN e o osso nasal, contribui para uma avaliação mais precisa do risco de trissomias fetais. Um resultado alterado no doppler do ducto venoso, mesmo com TN normal, pode indicar a necessidade de investigação adicional, como o DNA fetal livre no sangue materno ou procedimentos invasivos (biópsia de vilo corial ou amniocentese) para um diagnóstico definitivo. A interpretação correta desses achados é essencial para o aconselhamento parental e o planejamento do manejo gestacional.
A ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, realizada entre 11 e 14 semanas, tem como finalidade datar a gestação, avaliar a anatomia fetal precoce, e realizar o rastreamento de cromossomopatias e pré-eclâmpsia através de marcadores como a translucência nucal, osso nasal e doppler do ducto venoso e artérias uterinas.
O ducto venoso é um vaso fetal que conecta a veia umbilical à veia cava inferior. Em fetos com trissomias, como a síndrome de Down, é comum observar um padrão de fluxo sanguíneo anormal no ducto venoso, caracterizado por um fluxo reverso ou ausente durante a contração atrial (onda 'a'), devido a alterações na complacência cardíaca.
Além do ducto venoso, outros marcadores importantes incluem a medida da translucência nucal (TN), a presença/ausência do osso nasal, a avaliação do fluxo na valva tricúspide e a frequência cardíaca fetal. A combinação desses marcadores aumenta a sensibilidade do rastreamento.
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