MedEvo Simulado — Prova 2026
Natália, uma gestante de 28 anos em sua primeira gravidez, realiza seu acompanhamento pré-natal em uma Unidade Básica de Saúde. Ela é tabagista (10 cigarros/dia), mas não apresenta outras comorbidades conhecidas. Durante a consulta de rotina no terceiro trimestre, o médico revisa os dados registrados em sua caderneta de gestante para avaliar a qualidade da assistência prestada até o momento. Analise a imagem abaixo com os dados de Natália e assinale a alternativa correta sobre a propedêutica e o seguimento deste pré-natal.
USG Morfológica ideal = 18 a 24 semanas. Fora desse intervalo, perde-se sensibilidade diagnóstica.
A ultrassonografia morfológica do segundo trimestre deve ser realizada entre 18 e 24 semanas para avaliação detalhada da anatomia fetal e marcadores de aneuploidias.
A assistência pré-natal de qualidade pressupõe o cumprimento de um calendário de consultas e exames diagnósticos em momentos oportunos. A ultrassonografia morfológica do segundo trimestre é um pilar do rastreamento pré-natal, permitindo identificar até 85% das anomalias estruturais maiores. Além do timing dos exames, a avaliação de fatores de risco como tabagismo e níveis pressóricos é crucial para a estratificação de risco e encaminhamento para centros especializados quando necessário. O manejo adequado de intercorrências e a orientação sobre hábitos de vida são fundamentais para reduzir a morbimortalidade materna e perinatal.
O período ideal para a realização da ultrassonografia morfológica do segundo trimestre é entre 18 e 24 semanas de gestação. Nesse intervalo, o feto possui dimensões e volume de líquido amniótico adequados para a visualização detalhada de órgãos internos, face, membros e coluna vertebral, permitindo o rastreio eficaz de malformações estruturais.
O tabagismo é um fator de risco para diversas complicações, como restrição de crescimento fetal (RCIU), descolamento prematuro de placenta (DPP), prematuridade e ruptura prematura de membranas. Embora exija vigilância maior, isoladamente pode não classificar a gestação como alto risco imediato se não houver outras complicações associadas, mas deve ser combatido ativamente.
Os batimentos cardíacos fetais (BCF) geralmente tornam-se audíveis via sonar Doppler a partir da 10ª à 12ª semana de gestação. Antes disso (por volta da 6ª-7ª semana), a atividade cardíaca só pode ser confirmada através da ultrassonografia transvaginal. Portanto, a ausência de registro por sonar em consultas muito precoces não é necessariamente uma falha técnica.
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