UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Adolescente de 16 anos procura seu consultório, pois durante autoexame das mamas percebeu “dois carocinhos” ( pequenos tipo grão de arroz ) no seio esquerdo. De antecedentes você vê no prontuário: Menarca aos 13 anos, com ciclos regulares. Ao exame: Altura e peso no percentil 50, presença de duas massas firmes, de aproximadamente 2 cm, com consistência elástica e indolor. Sua conduta inicial é:
Adolescente com massa mamária palpável, firme, elástica e indolor → USG mamária é a conduta inicial.
Em adolescentes, a ultrassonografia mamária é o método de imagem de primeira linha para avaliação de massas palpáveis, devido à densidade mamária e à baixa incidência de malignidade, evitando radiação desnecessária.
A avaliação de massas mamárias em adolescentes é uma situação clínica comum que exige uma abordagem cuidadosa e específica. A principal preocupação é diferenciar lesões benignas, que são a vasta maioria, de condições malignas, que são raras nessa faixa etária. O fibroadenoma é a lesão benigna mais frequente, caracterizado por ser uma massa firme, móvel, elástica e indolor. O diagnóstico inicial baseia-se na história clínica detalhada e no exame físico. A ultrassonografia mamária é o método de imagem de primeira linha para a avaliação de massas palpáveis em adolescentes. Sua alta sensibilidade para diferenciar lesões císticas de sólidas e a ausência de radiação a tornam ideal para essa população, que possui mamas densas. A conduta subsequente dependerá dos achados da ultrassonografia. Lesões com características benignas podem ser acompanhadas clinicamente, enquanto achados suspeitos podem exigir biópsia para confirmação histopatológica. A mamografia e a ressonância magnética são reservadas para casos selecionados, geralmente com alta suspeita de malignidade ou em pacientes com fatores de risco específicos.
Nódulos benignos em adolescentes, como o fibroadenoma, são tipicamente móveis, firmes, elásticos, indolores e bem delimitados.
A ultrassonografia é preferida devido à alta densidade mamária em jovens, que dificulta a interpretação da mamografia, e por não utilizar radiação ionizante.
Mamografia é rara, indicada apenas em casos de alta suspeita de malignidade ou história familiar. A biópsia é considerada se a ultrassonografia e o exame clínico forem inconclusivos ou altamente suspeitos.
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