Lesões Mamárias: Achados Ultrassonográficos de Benignidade

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021

Enunciado

Entre os achados ultrassonográficos de lesões mamárias, assinale aqueles sugestivos de benignidade. 

Alternativas

  1. A) Margem circunscrita, sombra acústica posterior, orientação não paralela à pele, limites definidos.
  2. B) Margens indistintas, reforço acústico posterior, orientação paralela à pele, halo ecogênico.
  3. C) Margens irregulares, reforço acústico posterior, orientação paralela à pele, limites definidos.
  4. D) Margem circunscrita, sombra acústica posterior, orientação não paralela à pele, halo ecogênico.
  5. E) Margem circunscrita, reforço acústico posterior, orientação paralela à pele, limites definidos.

Pérola Clínica

Lesões mamárias benignas no USG: Margem circunscrita, reforço acústico posterior, orientação paralela à pele.

Resumo-Chave

Achados ultrassonográficos sugestivos de benignidade em lesões mamárias incluem margens bem definidas e circunscritas, reforço acústico posterior (comum em cistos), e orientação paralela à pele (maior largura que altura). Esses sinais ajudam a diferenciar lesões benignas de malignas.

Contexto Educacional

A ultrassonografia mamária é uma ferramenta diagnóstica fundamental na avaliação de lesões mamárias, complementando a mamografia e o exame clínico. Sua capacidade de diferenciar lesões sólidas de císticas, além de caracterizar a morfologia das massas, a torna indispensável na prática diária. A correta interpretação dos achados ultrassonográficos é crucial para guiar a conduta, evitando biópsias desnecessárias ou atrasos no diagnóstico de câncer. A caracterização ultrassonográfica de uma lesão mamária envolve a análise de múltiplos parâmetros, como forma, margens, orientação, ecogenicidade e efeitos acústicos posteriores. Lesões benignas tipicamente apresentam margens bem definidas e circunscritas, forma oval ou arredondada, e uma orientação paralela à pele (o eixo maior é horizontal). A presença de reforço acústico posterior é um forte indicativo de benignidade, frequentemente associado a cistos ou lesões com conteúdo predominantemente líquido. Em contraste, achados sugestivos de malignidade incluem margens irregulares, espiculadas ou anguladas, forma não oval, orientação não paralela à pele (mais alta que larga), sombra acústica posterior e microcalcificações. A classificação BIRADS (Breast Imaging Reporting and Data System) padroniza a descrição desses achados e a recomendação de conduta, sendo essencial para a comunicação entre os profissionais e o manejo adequado das pacientes. O domínio desses conceitos é vital para residentes de radiologia e ginecologia.

Perguntas Frequentes

Quais características ultrassonográficas indicam benignidade em uma lesão mamária?

Características de benignidade incluem margens bem definidas e circunscritas, forma oval ou arredondada, orientação paralela à pele (largura maior que altura), e reforço acústico posterior. Ausência de vascularização interna também pode ser um indicativo.

Qual a importância da orientação da lesão em relação à pele na ultrassonografia mamária?

A orientação paralela à pele, onde a lesão é mais larga do que alta, é um forte indicativo de benignidade. Lesões malignas tendem a crescer de forma infiltrativa, apresentando uma orientação não paralela (mais alta do que larga), invadindo os tecidos adjacentes.

O que significa reforço acústico posterior e sombra acústica posterior em ultrassom de mama?

O reforço acústico posterior é um aumento da ecogenicidade atrás da lesão, comum em cistos, indicando que o som atravessa a lesão sem atenuação. A sombra acústica posterior é a atenuação do som atrás da lesão, sugestiva de malignidade ou calcificações, indicando que o som é absorvido ou refletido.

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