Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
Sobre o uso da ultrassonografia no estudo de malformações durante o período gestacional, está INCORRETA a afirmativa:
Diabetes materno mal controlado no 1º trimestre → risco de malformações congênitas, mas hipertrofia cardíaca fetal é complicação do 3º trimestre por hiperinsulinismo.
O diabetes materno mal controlado no primeiro trimestre está associado a um risco aumentado de malformações congênitas, especialmente cardíacas e do tubo neural. No entanto, a hipertrofia cardíaca fetal é uma complicação mais tardia, geralmente no terceiro trimestre, devido ao hiperinsulinismo fetal.
A ultrassonografia é uma ferramenta indispensável no acompanhamento pré-natal, permitindo o rastreio e diagnóstico de diversas malformações fetais. O conhecimento dos períodos ideais para cada tipo de avaliação é fundamental para a prática obstétrica e para a preparação de residentes. O rastreio de aneuploidias, por exemplo, é realizado no primeiro trimestre, com a medida da translucência nucal e outros marcadores. A avaliação detalhada da anatomia fetal, incluindo o rastreio cardíaco, é feita no segundo trimestre, geralmente entre 20 e 24 semanas, durante o ultrassom morfológico. A ecocardiografia fetal, um exame mais específico, pode ser indicada mais precocemente (a partir de 14-16 semanas) em gestações de alto risco, como em casos de translucência nucal aumentada ou diabetes materno. O diabetes materno mal controlado no primeiro trimestre é um fator de risco conhecido para malformações congênitas, especialmente cardíacas e do tubo neural, devido à teratogenicidade da hiperglicemia. Contudo, a hipertrofia cardíaca fetal, uma complicação comum em fetos de mães diabéticas, geralmente se desenvolve no terceiro trimestre, sendo uma consequência do hiperinsulinismo fetal crônico e não uma malformação congênita primária do primeiro trimestre. Entender essa distinção é crucial para o diagnóstico e manejo adequados.
O rastreio ultrassonográfico de aneuploidias, que inclui a medida da translucência nucal, é realizado entre 11 e 13 semanas e 6 dias de gestação.
O rastreio cardíaco fetal, parte do ultrassom morfológico, é geralmente realizado entre 20 e 24 semanas de gestação. A ecocardiografia fetal pode ser antecipada em casos de alto risco.
O diabetes materno mal controlado, especialmente no primeiro trimestre, aumenta o risco de malformações congênitas. A hipertrofia cardíaca fetal, no entanto, é uma complicação mais comum no terceiro trimestre devido ao hiperinsulinismo fetal.
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