SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Um paciente de 53 anos realizou uma endoscopia que identificou uma lesão gástrica, elevada de 2 cm, na grande curvatura, região do corpo alto. A biopsia foi compatível com adenocarcinoma bem diferenciado. A tomografia de tórax e abdome com contraste não mostrou líquido livre, blocos linfonodais suspeitos ou nódulos hepáticos. Suspeitando de um câncer gástrico precoce, qual dos seguintes métodos deve contribuir mais para o planejamento do tratamento desse paciente?
Câncer gástrico precoce + estadiamento → Ultrassonografia endoscópica (EUS) para profundidade e linfonodos.
A ultrassonografia endoscópica (EUS) é crucial para o estadiamento locorregional do câncer gástrico precoce, avaliando a profundidade de invasão da lesão (T) e o envolvimento linfonodal (N). Essa informação é fundamental para decidir entre ressecção endoscópica ou cirurgia.
O adenocarcinoma gástrico precoce é definido pela invasão limitada à mucosa ou submucosa, independentemente do envolvimento linfonodal. Sua detecção é crucial, pois o prognóstico é significativamente melhor do que o do câncer avançado. A incidência varia globalmente, sendo mais alta em algumas regiões da Ásia. O estadiamento preciso é a chave para o planejamento terapêutico adequado, visando a cura e a preservação da qualidade de vida. A ultrassonografia endoscópica (EUS) é o método mais acurado para o estadiamento locorregional do câncer gástrico precoce, permitindo avaliar a profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e a presença de linfonodos regionais comprometidos (estadiamento N). Essa informação é vital para diferenciar lesões passíveis de ressecção endoscópica (T1a, sem N+) daquelas que requerem cirurgia (T1b ou N+). A tomografia computadorizada, embora útil para metástases à distância, tem limitações na avaliação da parede gástrica e linfonodos perigástricos. O tratamento do câncer gástrico precoce depende do estadiamento. Lesões muito superficiais (T1a) sem evidência de linfonodos podem ser tratadas por ressecção endoscópica. Lesões mais invasivas (T1b) ou com linfonodos suspeitos geralmente requerem gastrectomia com linfadenectomia. O acompanhamento pós-tratamento é essencial para monitorar recorrências e garantir a recuperação do paciente.
A EUS é indicada para avaliar a profundidade de invasão tumoral (estadiamento T) e a presença de linfonodos regionais comprometidos (estadiamento N), informações cruciais para definir a estratégia terapêutica.
A tomografia tem baixa sensibilidade para detectar a profundidade exata da invasão da parede gástrica e linfonodos perigástricos pequenos, sendo mais eficaz para metástases à distância.
As opções variam de ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa) para lesões superficiais sem linfonodos, até gastrectomia parcial ou total com linfadenectomia para lesões mais invasivas.
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