UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Qual é o melhor método de imagem para avaliação de linfonodos cervicais?
USG cervical = melhor método para avaliação inicial de linfonodos cervicais (alta resolução, acessível).
A ultrassonografia cervical é o método de imagem de escolha para a avaliação inicial de linfonodos cervicais devido à sua alta resolução espacial, capacidade de diferenciar características morfológicas (tamanho, forma, ecogenicidade, presença de hilo gorduroso, vascularização) que sugerem benignidade ou malignidade, e por ser um exame não invasivo e sem radiação.
A avaliação de linfonodos cervicais é uma prática comum na medicina, seja por queixas de aumento de volume no pescoço ou como parte do estadiamento de diversas patologias. A ultrassonografia cervical é amplamente considerada o método de imagem de primeira linha para essa avaliação, devido à sua capacidade de fornecer detalhes morfológicos em tempo real, alta resolução e acessibilidade. A ultrassonografia permite caracterizar o tamanho, forma, contorno, ecogenicidade, presença de hilo gorduroso e padrão de vascularização dos linfonodos. Linfonodos benignos tendem a ser ovais, com hilo gorduroso central e vascularização hilar. Linfonodos malignos, por outro lado, podem apresentar forma arredondada, perda do hilo, ecogenicidade heterogênea, calcificações, necrose cística e vascularização periférica ou mista. A partir da ultrassonografia, é possível decidir pela conduta expectante, acompanhamento ou indicação de biópsia (geralmente guiada por USG). Outros métodos como TC e RM são mais indicados para o estadiamento de doenças malignas já diagnosticadas, avaliação de extensão de tumores primários ou quando há suspeita de envolvimento de estruturas mais profundas ou ósseas, complementando a informação obtida pela ultrassonografia.
A ultrassonografia oferece alta resolução espacial, permite avaliação em tempo real, é não invasiva, não utiliza radiação ionizante e é excelente para guiar procedimentos como biópsias por agulha fina.
Características sugestivas de malignidade incluem forma arredondada, perda do hilo gorduroso central, ecogenicidade heterogênea, presença de necrose cística, calcificações e vascularização periférica ou mista ao Doppler.
Tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) são geralmente indicadas para estadiamento de doenças malignas já diagnosticadas, avaliação da extensão de tumores primários ou quando há suspeita de envolvimento de estruturas mais profundas ou ósseas.
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