CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012
Qual dos exames abaixo é mais fidedigno para se avaliar a possível extensão para o corpo ciliar de um melanoma de íris:
Avaliação de invasão do corpo ciliar por tumor de íris → UBM (padrão-ouro).
A UBM utiliza transdutores de alta frequência para visualizar estruturas atrás da íris, sendo superior à OCT para avaliar a extensão posterior de tumores devido à penetração tecidual.
O melanoma de íris é o tumor maligno primário mais comum da íris, mas possui melhor prognóstico que os melanomas de corpo ciliar ou coroide. A Ultrassonografia Biomicroscópica (UBM) revolucionou a avaliação do segmento anterior ao permitir a visualização 'in vivo' de estruturas ocultas à lâmpada de fenda, como os processos ciliares e o sulco ciliar. É indispensável no planejamento cirúrgico e no acompanhamento de lesões melanocíticas suspeitas.
O OCT de segmento anterior utiliza luz infravermelha, que é bloqueada pelo epitélio pigmentar da íris, impedindo a visualização do que está atrás dela. A UBM utiliza ondas de ultrassom de alta frequência (50-100 MHz) que penetram no pigmento, permitindo ver o corpo ciliar e a extensão tumoral posterior.
Sinais sugestivos incluem baixa refletividade interna, vascularização interna, crescimento documentado, espessura superior a 2mm e, crucialmente, a evidência de invasão do ângulo iridocorneano ou do corpo ciliar.
A extensão para o corpo ciliar muda o estadiamento do tumor, o prognóstico (maior risco de metástase em comparação ao melanoma restrito à íris) e a estratégia terapêutica, podendo indicar a necessidade de braquiterapia ou cirurgias mais extensas.
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