Apendicite Aguda: Achados Ultrassonográficos Essenciais

HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020

Enunciado

Compõem os achados ultrassonográficos da apendicite aguda, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Imagem tubular, imóvel, não compressível
  2. B) À secção transversal apresenta imagem em alvo.
  3. C) Diâmetro maior que 8mm, com paredes espessadas acima de 2mm
  4. D) Líquido livre na fossa ilíaca direita
  5. E) Proeminência de gordura pericecal ou periapendicular superior a 10mm de espessura

Pérola Clínica

Apendicite aguda ultrassom: Diâmetro >6mm, não compressível, parede espessada >2mm, sinal do alvo.

Resumo-Chave

O diâmetro do apêndice cecal maior que 6mm é o principal critério ultrassonográfico para apendicite aguda. Um diâmetro maior que 8mm, como sugerido na alternativa, é um valor excessivamente alto e não corresponde ao critério diagnóstico padrão, que já considera 6mm como limite superior da normalidade.

Contexto Educacional

A apendicite aguda é uma das emergências cirúrgicas abdominais mais comuns, e o diagnóstico preciso é fundamental para evitar complicações. A ultrassonografia é um método de imagem de primeira linha, especialmente em crianças e mulheres jovens, devido à sua não invasividade e ausência de radiação ionizante. É crucial que estudantes e residentes conheçam os critérios ultrassonográficos para o diagnóstico, que incluem a visualização de um apêndice tubular, imóvel, não compressível, com diâmetro aumentado e paredes espessadas. A compressibilidade é um achado importante, pois um apêndice normal geralmente é compressível. Os achados ultrassonográficos da apendicite aguda são bem estabelecidos. O diâmetro do apêndice é o critério mais utilizado, sendo considerado patológico quando maior que 6mm. Além disso, a espessura da parede apendicular acima de 2mm, a presença de líquido livre na fossa ilíaca direita, a proeminência da gordura pericecal ou periapendicular (sinal da gordura inflamada) e o 'sinal do alvo' (ou 'sinal da cebola') em corte transversal são indicativos de inflamação. O sinal do alvo reflete as camadas da parede apendicular edemaciada e inflamada. É importante ressaltar que a alternativa C da questão apresenta um diâmetro maior que 8mm como critério, o que é incorreto como limite superior. O valor de corte para apendicite é >6mm. Um apêndice com 8mm já estaria bem além do limite normal. A compreensão desses detalhes é vital para a interpretação correta dos exames de imagem e para a prática clínica, bem como para o sucesso em provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados ultrassonográficos da apendicite aguda?

Os achados clássicos incluem um apêndice tubular, não compressível, imóvel, com diâmetro maior que 6mm, paredes espessadas (geralmente >2mm), e a presença do sinal do alvo em corte transversal. Pode haver também líquido livre periapendicular ou na fossa ilíaca direita e proeminência da gordura pericecal.

Qual o diâmetro do apêndice considerado patológico na ultrassonografia?

O diâmetro do apêndice cecal maior que 6mm é o principal critério para o diagnóstico de apendicite aguda na ultrassonografia. Valores acima de 6mm, especialmente se associados a outros sinais inflamatórios, são altamente sugestivos da condição.

O que significa o 'sinal do alvo' na ultrassonografia de apendicite?

O 'sinal do alvo' ou 'sinal da cebola' é observado em cortes transversais do apêndice inflamado. Ele representa as camadas concêntricas da parede apendicular edemaciada e inflamada, com um centro hipoecogênico (lúmen) e camadas hiperecogênicas e hipoecogênicas alternadas, indicando inflamação transmural.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo