Colelitíase e Colecistite: Ultrassom como Padrão Ouro

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Qual o método de imagem mais útil para diagnóstico de colelitíase/colecistite?

Alternativas

  1. A) Tomografia de abdome
  2. B) Ultrassom de abdome
  3. C) Colangiorressonância
  4. D) CPRE
  5. E) Cintilografia 

Pérola Clínica

Ultrassonografia abdominal → método de imagem de escolha para colelitíase e colecistite aguda (alta sensibilidade e especificidade, baixo custo, não invasivo).

Resumo-Chave

A ultrassonografia abdominal é o método de imagem mais útil e de primeira linha para o diagnóstico de colelitíase e colecistite aguda. É um exame não invasivo, de baixo custo, amplamente disponível e com alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Contexto Educacional

O diagnóstico preciso de colelitíase e colecistite é fundamental para o manejo adequado das doenças biliares. A colelitíase, ou presença de cálculos na vesícula biliar, é uma condição extremamente comum, e a colecistite aguda é sua complicação mais frequente, caracterizada pela inflamação da vesícula. A ultrassonografia abdominal é universalmente reconhecida como o exame de imagem de primeira linha para a avaliação da vesícula biliar e das vias biliares. Sua eficácia reside na capacidade de visualizar diretamente os cálculos biliares, que aparecem como estruturas ecogênicas com sombra acústica posterior, e de identificar sinais de inflamação da vesícula, como espessamento da parede, líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico. Além de ser altamente sensível e específica, a ultrassonografia é um método não invasivo, sem radiação ionizante, de baixo custo e amplamente disponível, tornando-a ideal para o rastreamento e diagnóstico inicial. Outros métodos como a tomografia, colangiorressonância e cintilografia têm papéis complementares, sendo reservados para situações específicas, como a avaliação de complicações ou quando o diagnóstico ultrassonográfico é inconclusivo.

Perguntas Frequentes

Por que a ultrassonografia é o melhor método para diagnosticar colelitíase?

A ultrassonografia é excelente para colelitíase porque detecta cálculos biliares com alta sensibilidade e especificidade, visualizando-os como estruturas ecogênicas com sombra acústica posterior. É não invasiva, de baixo custo e amplamente disponível.

Quais achados ultrassonográficos sugerem colecistite aguda?

Na colecistite aguda, a ultrassonografia pode revelar cálculos impactados no infundíbulo ou ducto cístico, espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), líquido perivesicular e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão da vesícula com o transdutor).

Quando outros exames de imagem são indicados para doenças biliares?

A colangiorressonância (CPRM) é útil para avaliar a via biliar principal (colédoco) em busca de cálculos ou estenoses, especialmente quando há suspeita de coledocolitíase. A cintilografia biliar (HIDA scan) é usada para avaliar a função da vesícula biliar e confirmar obstrução do ducto cístico em casos duvidosos de colecistite aguda.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo