Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Paciente 48 anos, obesa IMC 40 Kg/m², gesta 5/ para 4, hipertensa e diabética tipo II, apresenta dor abdominal notadamente no andar superior. Ao exame físico apresenta dor a palpação no hipocôndrio direito. Exames laboratoriais com anemia leve, hiperbillirubinemia direta e aumento discreto das enzimas hepáticas. Na avaliação por imagem desta paciente qual afirmativa é correta?
Dor em hipocôndrio direito + hiperbilirrubinemia + enzimas hepáticas ↑ → USG abdominal é 1º exame.
A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha para investigar dor em hipocôndrio direito com suspeita de doença biliar, devido à sua alta sensibilidade para cálculos na vesícula e baixo custo/disponibilidade.
A dor abdominal no andar superior, especialmente no hipocôndrio direito, associada a hiperbilirrubinemia direta e aumento discreto das enzimas hepáticas, é um quadro clínico altamente sugestivo de doença biliar, como colelitíase ou coledocolitíase. A paciente em questão apresenta múltiplos fatores de risco clássicos para formação de cálculos biliares, incluindo obesidade, multiparidade, idade e diabetes. Na investigação inicial de pacientes com suspeita de doença biliar, a ultrassonografia abdominal é o exame de imagem de primeira linha. Sua escolha se justifica pelo baixo custo, ampla disponibilidade, não invasividade e alta sensibilidade para detectar cálculos na vesícula biliar (colelitíase) e sinais indiretos de coledocolitíase (como dilatação das vias biliares). Embora a tomografia computadorizada possa ser útil em outras condições abdominais, sua sensibilidade para cálculos biliares é inferior à da ultrassonografia, e a colangioressonância e a CPRE são exames mais específicos e invasivos, reservados para etapas posteriores da investigação ou para tratamento. Residentes devem internalizar que a ultrassonografia é a ferramenta diagnóstica inicial mais custo-efetiva e segura para a avaliação da vesícula biliar e das vias biliares. Somente após a ultrassonografia, e dependendo dos achados e da persistência da suspeita de coledocolitíase, exames mais avançados como a colangioressonância ou a CPRE devem ser considerados para confirmação diagnóstica ou intervenção terapêutica.
A ultrassonografia abdominal é indicada para investigar dor em hipocôndrio direito, suspeita de colelitíase, colecistite, coledocolitíase, pancreatite biliar, e para avaliar o fígado e as vias biliares devido à sua capacidade de detectar cálculos e dilatações.
A colangioressonância (CPRM) é indicada quando há alta suspeita de coledocolitíase (cálculos no ducto biliar comum) após a USG, para confirmar o diagnóstico. A CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica) é um procedimento terapêutico e diagnóstico, reservado para casos com alta probabilidade de coledocolitíase e necessidade de remoção dos cálculos.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para colelitíase e suas complicações: sexo feminino, idade (48 anos), obesidade (IMC 40), multiparidade (gesta 5/para 4), hipertensão e diabetes tipo II. Esses fatores aumentam a saturação de colesterol na bile e a estase biliar.
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