Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2021
Considere os parâmetros ultrassonográficos I. Translucência nucal. lI. Pesquisa de osso nasal. IlI. Doppler de artérias uterinas. IV. Doppler de dueto venoso. Podem ser realizados no ultrassom de primeiro trimestre, com resultados que tem aplicabilidade clínica
TN, osso nasal e Doppler de ducto venoso são marcadores chave no USG de 1º trimestre para rastreamento de aneuploidias.
O ultrassom de primeiro trimestre, realizado entre 11 e 14 semanas, utiliza a translucência nucal, a presença do osso nasal e o Doppler do ducto venoso como marcadores importantes para o rastreamento de cromossomopatias e outras anomalias fetais.
O ultrassom de primeiro trimestre, realizado idealmente entre 11 e 14 semanas de gestação, é uma ferramenta diagnóstica e de rastreamento fundamental na medicina fetal. Ele permite a datação precisa da gestação, o diagnóstico de gestações múltiplas e, crucialmente, o rastreamento de aneuploidias e malformações fetais precoces. Os principais marcadores ultrassonográficos avaliados neste período incluem a translucência nucal (TN), que é a medida do acúmulo de líquido na nuca do feto, e a presença do osso nasal. Aumentos na TN e a ausência ou hipoplasia do osso nasal são fortes indicadores de risco para cromossomopatias, como a Síndrome de Down (Trissomia do 21), Trissomia do 18 e Trissomia do 13. Além desses, o Doppler do ducto venoso também é um marcador valioso. A avaliação do fluxo nesse vaso pode identificar padrões anormais que estão associados a um risco aumentado de aneuploidias e disfunção cardíaca fetal. Embora o Doppler das artérias uterinas possa ser realizado no primeiro trimestre, sua principal aplicabilidade para rastreamento de pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal é mais estabelecida e acurada no segundo trimestre. A combinação desses marcadores, muitas vezes com exames bioquímicos maternos, forma o rastreamento combinado do primeiro trimestre.
A translucência nucal (TN) é um marcador ultrassonográfico crucial para o rastreamento de cromossomopatias, como a Síndrome de Down, e malformações cardíacas. Um aumento na TN está associado a um risco elevado dessas condições.
A ausência ou hipoplasia do osso nasal no ultrassom de primeiro trimestre é um marcador forte de aneuploidias, particularmente da trissomia do 21 (Síndrome de Down), e é utilizada em conjunto com a TN para refinar o risco.
O Doppler do ducto venoso avalia o fluxo sanguíneo nesse vaso específico. Um padrão de fluxo anormal, como onda 'a' reversa ou ausente, pode indicar risco aumentado de aneuploidias e insuficiência cardíaca fetal, complementando a avaliação da TN.
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