Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Qual parâmetro NÃO pode ser avaliado no ultrassom morfológico de 1º trimestre?
Placenta de inserção baixa não é avaliada no 1º trimestre; só no 2º/3º.
A localização da placenta pode mudar à medida que o útero cresce. Uma placenta que parece "baixa" no primeiro trimestre pode migrar para uma posição normal no segundo ou terceiro trimestre, portanto, o diagnóstico de placenta prévia ou de inserção baixa só é definitivo após 20 semanas.
O ultrassom morfológico do primeiro trimestre, geralmente realizado entre 11 e 14 semanas de gestação, é uma ferramenta diagnóstica e de rastreamento crucial na obstetrícia moderna. Ele permite uma avaliação precoce da gestação, fornecendo informações valiosas sobre a vitalidade fetal, datação precisa, rastreamento de anomalias cromossômicas e identificação de algumas malformações congênitas maiores. Os parâmetros avaliados incluem a medida do comprimento crânio-caudal (CCN) para datação, a translucência nucal (TN) e a presença do osso nasal para rastreamento de cromossomopatias (como a Síndrome de Down), a avaliação da anatomia fetal grosseira e a visualização do colo uterino para rastreamento de risco de parto prematuro. No entanto, a avaliação da localização placentária para o diagnóstico de placenta de inserção baixa ou placenta prévia não é realizada neste período. A razão pela qual a placenta de inserção baixa não é avaliada no primeiro trimestre reside na dinâmica do crescimento uterino. À medida que o útero se expande, o segmento uterino inferior se alonga, e uma placenta que inicialmente parece estar próxima ao orifício interno do colo pode "subir" e assumir uma posição normal. O diagnóstico definitivo de placenta prévia só é estabelecido a partir do segundo trimestre (geralmente após 20 semanas) ou no terceiro trimestre, quando a "migração placentária" já ocorreu ou não. Residentes devem estar cientes dessa particularidade para evitar diagnósticos precipitados e ansiedade desnecessária nas gestantes.
Os principais objetivos são datar a gestação, avaliar a vitalidade fetal, rastrear cromossomopatias (medindo a translucência nucal e avaliando o osso nasal), diagnosticar gestações múltiplas e identificar malformações grosseiras.
A placenta de inserção baixa não é diagnosticada no 1º trimestre porque o segmento uterino inferior ainda não está completamente formado. Com o crescimento uterino, a placenta pode "migrar" para cima, e o diagnóstico definitivo de placenta prévia só é feito após 20 semanas de gestação.
A translucência nucal (TN) e a presença/ausência do osso nasal são marcadores ultrassonográficos importantes para o rastreamento de cromossomopatias, como a Síndrome de Down, no primeiro trimestre, aumentando a sensibilidade do rastreamento quando combinados com marcadores bioquímicos.
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