Ultrassom Morfológico 1º Trimestre: O Que Avaliar e Não Avaliar

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Qual parâmetro NÃO pode ser avaliado no ultrassom morfológico de 1º trimestre?

Alternativas

  1. A) Placenta de inserção baixa
  2. B) Translucência nucal
  3. C) Comprimento do colo uterino
  4. D) Presença de osso nasal

Pérola Clínica

Placenta de inserção baixa não é avaliada no 1º trimestre; só no 2º/3º.

Resumo-Chave

A localização da placenta pode mudar à medida que o útero cresce. Uma placenta que parece "baixa" no primeiro trimestre pode migrar para uma posição normal no segundo ou terceiro trimestre, portanto, o diagnóstico de placenta prévia ou de inserção baixa só é definitivo após 20 semanas.

Contexto Educacional

O ultrassom morfológico do primeiro trimestre, geralmente realizado entre 11 e 14 semanas de gestação, é uma ferramenta diagnóstica e de rastreamento crucial na obstetrícia moderna. Ele permite uma avaliação precoce da gestação, fornecendo informações valiosas sobre a vitalidade fetal, datação precisa, rastreamento de anomalias cromossômicas e identificação de algumas malformações congênitas maiores. Os parâmetros avaliados incluem a medida do comprimento crânio-caudal (CCN) para datação, a translucência nucal (TN) e a presença do osso nasal para rastreamento de cromossomopatias (como a Síndrome de Down), a avaliação da anatomia fetal grosseira e a visualização do colo uterino para rastreamento de risco de parto prematuro. No entanto, a avaliação da localização placentária para o diagnóstico de placenta de inserção baixa ou placenta prévia não é realizada neste período. A razão pela qual a placenta de inserção baixa não é avaliada no primeiro trimestre reside na dinâmica do crescimento uterino. À medida que o útero se expande, o segmento uterino inferior se alonga, e uma placenta que inicialmente parece estar próxima ao orifício interno do colo pode "subir" e assumir uma posição normal. O diagnóstico definitivo de placenta prévia só é estabelecido a partir do segundo trimestre (geralmente após 20 semanas) ou no terceiro trimestre, quando a "migração placentária" já ocorreu ou não. Residentes devem estar cientes dessa particularidade para evitar diagnósticos precipitados e ansiedade desnecessária nas gestantes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais objetivos do ultrassom morfológico de 1º trimestre?

Os principais objetivos são datar a gestação, avaliar a vitalidade fetal, rastrear cromossomopatias (medindo a translucência nucal e avaliando o osso nasal), diagnosticar gestações múltiplas e identificar malformações grosseiras.

Por que a placenta de inserção baixa não é diagnosticada no 1º trimestre?

A placenta de inserção baixa não é diagnosticada no 1º trimestre porque o segmento uterino inferior ainda não está completamente formado. Com o crescimento uterino, a placenta pode "migrar" para cima, e o diagnóstico definitivo de placenta prévia só é feito após 20 semanas de gestação.

Qual a importância da translucência nucal e do osso nasal no 1º trimestre?

A translucência nucal (TN) e a presença/ausência do osso nasal são marcadores ultrassonográficos importantes para o rastreamento de cromossomopatias, como a Síndrome de Down, no primeiro trimestre, aumentando a sensibilidade do rastreamento quando combinados com marcadores bioquímicos.

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