Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
O exame de ultrassom mamário apresenta as seguintes características, EXCETO:
Ultrassom mamário diferencia cistos de nódulos sólidos, complementa mamografia e guia biópsias.
O ultrassom mamário é uma ferramenta diagnóstica essencial na mastologia, capaz de complementar a mamografia, especialmente em mamas densas, e de guiar procedimentos invasivos como biópsias. Uma de suas grandes vantagens é a capacidade de diferenciar lesões císticas (líquidas) de lesões sólidas, o que é crucial para a conduta diagnóstica.
O ultrassom mamário é uma modalidade de imagem fundamental na avaliação da mama, atuando como um exame complementar à mamografia e, em alguns casos, como ferramenta diagnóstica primária. Sua principal vantagem reside na ausência de radiação ionizante e na capacidade de avaliar tecidos moles com alta resolução, tornando-o particularmente útil em pacientes jovens, gestantes e lactantes, além de ser indispensável na avaliação de mamas densas, onde a mamografia pode ter sensibilidade reduzida. Uma das características mais valiosas do ultrassom mamário é sua habilidade de diferenciar com precisão lesões císticas (preenchidas por líquido) de lesões sólidas. Cistos típicos são facilmente identificados por suas características anecóicas, reforço acústico posterior e paredes finas, permitindo tranquilizar a paciente e evitar biópsias desnecessárias. Para lesões sólidas, o ultrassom fornece informações morfológicas (forma, margens, orientação, ecogenicidade) que auxiliam na classificação BIRADS e na decisão sobre a necessidade de biópsia. Além do diagnóstico diferencial de lesões, o ultrassom mamário desempenha um papel crucial na orientação de procedimentos intervencionistas, como biópsias por agulha fina (PAAF) ou grossa (core biopsy), e na marcação pré-cirúrgica de lesões não palpáveis. Também é empregado no estadiamento pré-operatório do câncer de mama, avaliando a extensão tumoral na mama e, de forma importante, a presença de linfonodos axilares suspeitos, o que pode impactar o planejamento cirúrgico e o prognóstico.
Mamas densas, com maior proporção de tecido glandular e fibroso, podem mascarar lesões na mamografia, diminuindo sua sensibilidade. O ultrassom, por não utilizar radiação e ter boa resolução em tecidos moles, consegue identificar lesões que não seriam visíveis na mamografia densa.
O ultrassom é altamente eficaz nessa diferenciação. Cistos aparecem como lesões anecóicas (escuras) com reforço acústico posterior e paredes finas e regulares, indicando conteúdo líquido. Nódulos sólidos, por outro lado, apresentam ecogenicidade interna e características morfológicas que podem sugerir benignidade ou malignidade.
O ultrassom mamário pode ser utilizado no estadiamento pré-operatório para avaliar a extensão da doença na mama, a presença de multifocalidade/multicentricidade e, crucialmente, para avaliar os linfonodos axilares, identificando suspeitas de metástases e orientando a biópsia axilar.
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