HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023
Qual o método de imagem mais útil para diagnóstico de colelitiase/colecistite?
Colelitíase/Colecistite: Ultrassom de abdome = método de imagem mais útil.
O ultrassom de abdome é o método de imagem de escolha para o diagnóstico de colelitíase e colecistite aguda. É não invasivo, amplamente disponível, de baixo custo e altamente sensível para detectar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico.
A colelitíase e a colecistite são condições gastrointestinais comuns, sendo a colelitíase a presença de cálculos na vesícula biliar e a colecistite a inflamação da vesícula, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. O diagnóstico preciso e rápido é fundamental para evitar complicações graves como perfuração da vesícula ou pancreatite aguda, tornando o conhecimento dos métodos de imagem essencial. O ultrassom de abdome é o método de imagem de primeira linha devido à sua alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos biliares e sinais de inflamação da vesícula. Ele permite visualizar diretamente os cálculos, avaliar o espessamento da parede vesicular, a presença de líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico, que são critérios diagnósticos importantes. Embora outros exames como a tomografia computadorizada e a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) tenham seu papel em situações específicas (ex: complicações, avaliação de ductos), o ultrassom permanece como o exame inicial e mais custo-efetivo. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, que frequentemente envolve colecistectomia.
Os achados incluem cálculos biliares impactados no colo vesicular ou ducto cístico, espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), líquido pericolecístico, e um sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão da vesícula com a sonda).
O ultrassom é mais sensível para detectar cálculos biliares, especialmente os não calcificados (radiotransparentes), e permite a avaliação dinâmica da vesícula biliar e a identificação do sinal de Murphy. A tomografia é menos sensível para cálculos pequenos e pode não visualizar bem a vesícula.
A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) é útil para avaliar os ductos biliares e pancreáticos em caso de suspeita de coledocolitíase ou outras obstruções. A cintilografia biliar (HIDA scan) é usada para avaliar a função da vesícula biliar e diagnosticar colecistite aguda quando o ultrassom é inconclusivo.
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