Colelitíase e Colecistite: Ultrassom Abdominal como Padrão Ouro

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Qual o método de imagem mais útil para diagnóstico de colelitiase/colecistite?

Alternativas

  1. A) Tomografia de Abdome
  2. B) Ultrassom de Abdome
  3. C) Colangio-ressonância
  4. D) CPRE
  5. E) Cintilografia

Pérola Clínica

Colelitíase/Colecistite: Ultrassom de abdome = método de imagem mais útil.

Resumo-Chave

O ultrassom de abdome é o método de imagem de escolha para o diagnóstico de colelitíase e colecistite aguda. É não invasivo, amplamente disponível, de baixo custo e altamente sensível para detectar cálculos biliares, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico.

Contexto Educacional

A colelitíase e a colecistite são condições gastrointestinais comuns, sendo a colelitíase a presença de cálculos na vesícula biliar e a colecistite a inflamação da vesícula, geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo. O diagnóstico preciso e rápido é fundamental para evitar complicações graves como perfuração da vesícula ou pancreatite aguda, tornando o conhecimento dos métodos de imagem essencial. O ultrassom de abdome é o método de imagem de primeira linha devido à sua alta sensibilidade e especificidade para detectar cálculos biliares e sinais de inflamação da vesícula. Ele permite visualizar diretamente os cálculos, avaliar o espessamento da parede vesicular, a presença de líquido pericolecístico e o sinal de Murphy ultrassonográfico, que são critérios diagnósticos importantes. Embora outros exames como a tomografia computadorizada e a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) tenham seu papel em situações específicas (ex: complicações, avaliação de ductos), o ultrassom permanece como o exame inicial e mais custo-efetivo. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, que frequentemente envolve colecistectomia.

Perguntas Frequentes

Quais achados ultrassonográficos são sugestivos de colecistite aguda?

Os achados incluem cálculos biliares impactados no colo vesicular ou ducto cístico, espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), líquido pericolecístico, e um sinal de Murphy ultrassonográfico positivo (dor à compressão da vesícula com a sonda).

Por que o ultrassom é preferível à tomografia para colelitíase?

O ultrassom é mais sensível para detectar cálculos biliares, especialmente os não calcificados (radiotransparentes), e permite a avaliação dinâmica da vesícula biliar e a identificação do sinal de Murphy. A tomografia é menos sensível para cálculos pequenos e pode não visualizar bem a vesícula.

Em que situações outros métodos de imagem são indicados para doenças biliares?

A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) é útil para avaliar os ductos biliares e pancreáticos em caso de suspeita de coledocolitíase ou outras obstruções. A cintilografia biliar (HIDA scan) é usada para avaliar a função da vesícula biliar e diagnosticar colecistite aguda quando o ultrassom é inconclusivo.

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