USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Na última reunião de equipe, na Unidade de Saúde da Família, a enfermeira informou que havia recebido um e-mail do Conselho Tutelar sobre a situação de uma adolescente de 13 anos que não tem comparecido às aulas. O Agente Comunitário de Saúde (ACS) disse que esta família era bem complexa, residia na região da comunidade e que, no passado, já tinham abordado essa família, juntamente, com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). A enfermeira se dispôs a realizar uma Visita Domiciliar (VD) com o ACS, no dia seguinte. O médico de família e comunidade se propôs a consultar sua agenda e verificar a data mais próxima para atender a adolescente. No início da reunião seguinte, o ACS apresentou o genograma atualizado da família para subsidiar as discussões. Na abordagem desta família, considerando o genograma apresentado, como pode ser classificada a relação da mãe do caso índice com a sua avó materna?
Genograma: Ferramenta essencial para visualizar dinâmicas familiares complexas e relações interpessoais.
O genograma é uma ferramenta valiosa na Atenção Primária à Saúde para entender a estrutura e as relações familiares ao longo de gerações, auxiliando na identificação de padrões de saúde, doenças e dinâmicas interpessoais que impactam o cuidado. A classificação das relações (proximidade, conflito, fusão, etc.) é fundamental para a abordagem familiar.
O genograma é uma ferramenta gráfica fundamental na Atenção Primária à Saúde, especialmente na Estratégia Saúde da Família, que permite mapear a estrutura familiar, as relações interpessoais e os eventos significativos ao longo de pelo menos três gerações. Ele vai além de um simples prontuário, oferecendo uma visão sistêmica que auxilia na compreensão das dinâmicas familiares, padrões de saúde e doença, e fatores psicossociais que influenciam o bem-estar dos indivíduos. A construção de um genograma envolve o uso de símbolos padronizados para representar membros da família, seus sexos, datas de nascimento e óbito, casamentos, divórcios, e, crucialmente, a natureza das relações entre eles (ex: próxima, distante, conflituosa, fusionada). Essa representação visual facilita a identificação de padrões repetitivos, como doenças crônicas, vícios, ou estilos de comunicação, que podem ser relevantes para o cuidado de um paciente índice, como a adolescente do caso. Ao analisar um genograma, a equipe de saúde pode identificar recursos e desafios dentro da família, planejar intervenções mais direcionadas e fortalecer o vínculo terapêutico. A compreensão das relações familiares, como a da mãe do caso índice com sua avó materna, é essencial para uma abordagem integral, permitindo que a equipe de saúde atue não apenas na doença individual, mas também na promoção da saúde e no enfrentamento de problemas sociais e emocionais que afetam o núcleo familiar.
Símbolos comuns incluem linhas contínuas para relações próximas, linhas duplas para fusão, linhas pontilhadas para separação, e linhas em zigue-zague para relações conflituosas, além de setas para indicar direção de influência e eventos importantes.
O genograma permite visualizar padrões de comportamento, doenças hereditárias, eventos estressores e dinâmicas de poder ao longo de gerações, fornecendo insights para intervenções mais eficazes e personalizadas e identificando recursos e desafios.
A classificação das relações (ex: conflituosa, próxima, distante, fusionada) ajuda a equipe de saúde a compreender a qualidade dos vínculos, identificar fontes de apoio ou estresse, e planejar estratégias de comunicação e intervenção mais adequadas ao contexto familiar.
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