SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Pacientes idosos costumam ser sujeitos a maior tempo de internamento hospitalar. Quando acamados, o aumento da pressão tecidual acima da pressão de perfusão capilar arterial (32mmHg) resulta em comprometimento da oxigenação, isquemia e eventual necrose tecidual, cujas sequelas clínicas são as úlceras de pressão. Dentre as alternativas abaixo, assinale a única que contempla apenas fatores extrínsecos que contribuem para a patogênese das úlceras de pressão.
Fatores extrínsecos para úlceras de pressão incluem cisalhamento, fricção e umidade (incontinência), enquanto a lesão medular é um fator intrínseco.
As úlceras de pressão resultam da interação entre fatores intrínsecos (condições do paciente como idade, nutrição, mobilidade) e extrínsecos (forças externas como pressão, cisalhamento, fricção e umidade). É crucial diferenciar esses fatores para uma prevenção e manejo eficazes.
As úlceras de pressão, também conhecidas como lesões por pressão, são um problema significativo em pacientes acamados, especialmente idosos, impactando a qualidade de vida e aumentando a morbidade e mortalidade. Elas surgem do comprometimento da oxigenação e isquemia tecidual devido à pressão prolongada, fricção, cisalhamento e umidade. A compreensão dos fatores que contribuem para sua patogênese é fundamental para a prevenção e o manejo eficaz. Os fatores etiológicos são classificados em intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos incluem condições do paciente como idade avançada, má nutrição, comorbidades (diabetes, doenças vasculares), imobilidade e alterações da sensibilidade (como em lesões medulares). Fatores extrínsecos são forças externas que agem sobre o corpo, como a pressão direta, as forças de cisalhamento (resultantes do deslizamento da pele sobre o tecido subjacente, por exemplo, ao reposicionar o paciente) e a umidade (causada pela incontinência urinária ou fecal). Para o residente, é crucial identificar e mitigar esses fatores. A prevenção envolve reposicionamento regular, uso de superfícies de alívio de pressão, manejo da umidade e otimização nutricional. Embora a lesão de medula espinhal seja uma condição intrínseca que predispõe à imobilidade e perda de sensibilidade, as forças de cisalhamento e a incontinência urinária são exemplos claros de fatores extrínsecos que atuam diretamente na pele, acelerando o desenvolvimento das úlceras.
Os principais fatores extrínsecos são a pressão prolongada, as forças de cisalhamento (deslizamento de tecidos), a fricção (atrito com superfícies) e a umidade excessiva (como a causada pela incontinência urinária ou fecal).
A incontinência urinária aumenta a umidade da pele, levando à maceração e à perda da integridade da barreira cutânea. Isso torna a pele mais suscetível a danos por fricção e cisalhamento, além de favorecer infecções.
A fricção é o atrito entre a pele e uma superfície, causando lesões superficiais. O cisalhamento ocorre quando as camadas da pele deslizam umas sobre as outras, esticando e rompendo vasos sanguíneos e tecidos mais profundos, resultando em isquemia.
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