UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Com relação às feridas por pressão, é CORRETO afirmar:
Úlceras de pressão = sacro é o local mais comum devido à proeminência óssea e pressão prolongada.
As úlceras por pressão são lesões localizadas na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão ou pressão em combinação com cisalhamento. O sacro é a área mais frequentemente afetada devido à sua localização e à pressão exercida quando o paciente está acamado ou sentado.
As úlceras por pressão, também conhecidas como lesões por pressão, são áreas de dano localizado na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, causadas por pressão prolongada ou pressão em combinação com cisalhamento. Representam um problema significativo de saúde pública, com alta morbidade, custos elevados de tratamento e impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes. Sua prevalência é maior em pacientes acamados, idosos e com comorbidades. A fisiopatologia envolve a compressão dos capilares sanguíneos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa, levando à isquemia tecidual, hipóxia e necrose. O músculo é mais sensível à isquemia do que a pele, o que pode resultar em lesões mais extensas internamente. O diagnóstico é clínico, com estadiamento baseado na profundidade da lesão. As áreas mais comuns para o desenvolvimento de úlceras por pressão incluem o sacro, calcâneos, trocânteres, ísquios e maléolos. O tratamento das úlceras por pressão varia conforme o estágio e envolve desbridamento, curativos adequados, controle da infecção, otimização nutricional e manejo da dor. No entanto, a prevenção é a medida mais importante, incluindo a mudança de decúbito regular, uso de colchões e almofadas especiais, hidratação e nutrição adequadas, e inspeção diária da pele. A afirmação de que úlceras de pressão são uma patologia não evitável é incorreta; a maioria é evitável com cuidados apropriados.
Os principais fatores de risco incluem imobilidade prolongada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, idade avançada, doenças crônicas que afetam a perfusão tecidual (como diabetes e doença vascular periférica) e alterações da sensibilidade.
O estadiamento é feito de acordo com a profundidade da lesão tecidual, variando do estágio 1 (pele íntegra com eritema não branqueável) ao estágio 4 (perda total da espessura tecidual com exposição de osso, tendão ou músculo), além de lesões não estadiáveis e lesões teciduais profundas suspeitas.
A prevenção é a estratégia mais eficaz e custo-efetiva. Inclui reposicionamento frequente do paciente, uso de superfícies de alívio de pressão, manutenção da pele limpa e seca, nutrição adequada e hidratação, e avaliação regular das áreas de risco.
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