HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Considerando os aspectos da atenção integral às pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), bem como sua importância para a Saúde da mulher e a imagem apresentada que mostra lesão em espelho julgue:Lesões genitais como Linfogranuloma Venéreo, Sífilis e Donovanose habitualmente são úlceras indolores.
Sífilis, LGV e Donovanose → úlceras genitais habitualmente indolores.
Diferente do cancro mole e herpes, que cursam com dor intensa, a sífilis, o LGV e a donovanose apresentam-se classicamente com lesões ulceradas indolores.
O manejo das úlceras genitais no Brasil segue o protocolo sindrômico do Ministério da Saúde, que prioriza o tratamento imediato baseado nas características clínicas. É fundamental que o médico residente saiba distinguir as lesões dolorosas (Herpes e Cancro Mole) das indolores (Sífilis, LGV e Donovanose). A sífilis primária é a causa mais comum e deve ser sempre investigada com testes treponêmicos e não treponêmicos. O LGV e a donovanose, embora menos frequentes, exigem esquemas terapêuticos específicos, geralmente com doxiciclina ou azitromicina, respectivamente. A abordagem integral inclui a notificação compulsória, o tratamento de parceiros e a triagem para outras ISTs, como HIV e Hepatites B e C.
As principais causas são a sífilis primária (cancro duro), o linfogranuloma venéreo (LGV) e a donovanose. A sífilis apresenta-se como uma úlcera única, de base limpa e bordos endurecidos. O LGV inicia-se com uma pápula ou pequena úlcera fugaz e indolor, evoluindo para linfadenopatia inguinal dolorosa. A donovanose causa lesões ulcerovegetantes de crescimento lento, bordas planas ou hipertróficas, fundo granulomatoso e vermelho vivo, também indolores, a menos que haja infecção secundária.
A sífilis primária manifesta-se como o cancro duro: úlcera única, indolor, com base endurecida e fundo limpo, que desaparece espontaneamente. Já o LGV (causado por Chlamydia trachomatis sorotipos L1, L2 e L3) apresenta uma lesão inicial pequena e efêmera que muitas vezes passa despercebida pelo paciente. O quadro clínico mais marcante do LGV é a síndrome inguinal, com linfadenopatia dolorosa unilateral (bubão) que pode fistulizar por múltiplos orifícios (bico de regador).
A donovanose é causada pela bactéria Klebsiella granulomatis. Caracteriza-se por úlceras de evolução crônica, indolores, que sangram facilmente ao toque (friáveis) e possuem fundo granulomatoso 'vermelho-carne'. Não costuma apresentar linfadenopatia regional, mas sim pseudobubões (granulomas subcutâneos). O diagnóstico é feito pela visualização dos corpúsculos de Donovan em esfregaço da lesão ou biópsia.
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