Úlceras Genitais: Diagnóstico Laboratorial no SUS

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020

Enunciado

A etiologia das úlceras genitais é determinada pela associação de sinais e sintomas clínicos, histórico de exposição ao risco e resultados de testes diagnósticos. Está correto o item:

Alternativas

  1. A) A microscopia é única opção de teste laboratorial existente no SUS para auxiliar no diagnóstico etiológico das úlceras genitais e está disponível para detecção do Haemophilus ducreyi e Treponema pallidum.
  2. B) A microscopia é única opção de teste não laboratorial existente no SUS para auxiliar no diagnóstico etiológico das úlceras genitais e está disponível para detecção do Haemophilus ducreyi e Treponema pallidum.
  3. C) A microscopia é única opção de teste laboratorial existente no SUS para auxiliar no diagnóstico não etiológico das úlceras genitais e está disponível para detecção do Haemophilus ducreyi e Treponema pallidum.
  4. D) A microscopia é única opção de teste laboratorial existente no SUS para auxiliar no diagnóstico etiológico das úlceras genitais e não está disponível para detecção do Haemophilus ducreyi e Treponema pallidum.

Pérola Clínica

Microscopia (campo escuro/Gram) = método laboratorial SUS para diagnóstico etiológico de sífilis e cancro mole.

Resumo-Chave

No Sistema Único de Saúde (SUS), a microscopia é uma ferramenta laboratorial essencial para o diagnóstico etiológico de úlceras genitais. A microscopia de campo escuro é padrão ouro para sífilis (Treponema pallidum), e a coloração de Gram pode auxiliar na suspeita de cancro mole (Haemophilus ducreyi), embora a cultura seja mais específica.

Contexto Educacional

As úlceras genitais são lesões comuns, frequentemente associadas a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), e seu diagnóstico etiológico preciso é fundamental para o tratamento adequado e controle da transmissão. A abordagem diagnóstica envolve a avaliação clínica, histórico de exposição e exames laboratoriais. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, a disponibilidade de testes pode variar, e a microscopia desempenha um papel crucial. A microscopia de campo escuro é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de sífilis primária, permitindo a identificação direta do Treponema pallidum em amostras das lesões. Para o cancro mole, causado pelo Haemophilus ducreyi, a coloração de Gram pode ser utilizada para auxiliar na suspeita diagnóstica, embora sua sensibilidade seja limitada e a cultura seja o método de referência, porém menos acessível. É importante ressaltar que, embora testes moleculares (PCR) sejam mais sensíveis e específicos, sua disponibilidade ainda é restrita em muitas unidades do SUS. Portanto, a microscopia, por ser um método mais acessível e de baixo custo, continua sendo uma ferramenta diagnóstica valiosa e amplamente utilizada para a identificação etiológica de algumas úlceras genitais, guiando o tratamento empírico ou específico.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de úlceras genitais?

As principais causas infecciosas incluem sífilis (Treponema pallidum), herpes genital (HSV), cancro mole (Haemophilus ducreyi) e linfogranuloma venéreo (Chlamydia trachomatis), cada uma com características clínicas distintas.

Como a microscopia de campo escuro auxilia no diagnóstico de sífilis?

A microscopia de campo escuro permite a visualização direta das espiroquetas de Treponema pallidum em amostras de lesões primárias ou secundárias, sendo um método rápido e eficaz para o diagnóstico precoce da sífilis.

Quais são as limitações da microscopia para Haemophilus ducreyi?

A microscopia (coloração de Gram) para Haemophilus ducreyi tem baixa sensibilidade e especificidade, sendo a cultura bacteriana o método de referência. No entanto, a cultura é menos disponível e mais demorada.

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