Úlceras Genitais: Diagnóstico Diferencial e Exames Essenciais

HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015

Enunciado

Relacione os casos clínicos e os exames solicitados e, em seguida, assinale a alternativa contendo a sequência CORRETA.Casos clínicos:I. Mulher de 32 anos com história de aparecimento de múltiplas vesículas genitais dolorosas há 7 dias. Ao exame está com temperatura de 37,8 graus Celsius, apresenta lesões pequenas, superficiais, dolorosas, algumas ulceradas, nos pequenos e grandes lábios e linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral;II. Mulher de 26 anos com 10 dias de história de úlcera genital, única e indolor de 10 mm, firme a palpação, com borda elevada e base não necrótica;III. Mulher de 24 anos com história de 2 dias de aparecimento de 3 úlceras profundas e discretamente dolorosas no períneo e grande lábio esquerdo associadas à linfadenomegalia inguinal homolateral dolorosa.Testes:a. Exame de lesão em campo escuro;b. Bacterioscopia de lesão;c. Pesquisa de células de inclusão viral;d. Sorologia para Sífilis. 

Alternativas

  1. A) I-c / II-a / III-b.
  2. B) I-d / II-b / III-a.
  3. C) I-d / II-a / III-c.
  4. D) I-c / II-d / III-a.

Pérola Clínica

Úlceras genitais: vesículas dolorosas → Herpes (células inclusão viral); úlcera única indolor → Sífilis (campo escuro); úlceras profundas dolorosas + linfadenopatia → Cancro mole (bacterioscopia).

Resumo-Chave

O diagnóstico diferencial das úlceras genitais é crucial e guiado pelas características clínicas. Lesões vesiculares/ulceradas dolorosas sugerem herpes, úlcera única indolor sugere sífilis, e úlceras múltiplas dolorosas com linfadenopatia supurativa sugerem cancro mole.

Contexto Educacional

As úlceras genitais são manifestações comuns de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e representam um desafio diagnóstico devido à sobreposição de sintomas. A identificação correta da etiologia é fundamental para o tratamento adequado, prevenção de complicações e interrupção da cadeia de transmissão. As principais causas incluem herpes genital, sífilis e cancro mole. O herpes genital, causado pelo vírus Herpes simplex, manifesta-se com vesículas agrupadas que evoluem para úlceras dolorosas, acompanhadas de sintomas sistêmicos como febre e linfadenopatia. A sífilis primária, causada pelo Treponema pallidum, apresenta-se como uma úlcera única, indolor, de bordas elevadas e base limpa (cancro duro). O cancro mole, causado pelo Haemophilus ducreyi, é caracterizado por úlceras múltiplas, dolorosas, com exsudato purulento e linfadenopatia inguinal supurativa. A abordagem diagnóstica deve ser guiada pela clínica. Para herpes, a pesquisa de inclusões virais ou PCR é útil. Para sífilis, o exame em campo escuro é padrão-ouro para o cancro duro, complementado por sorologias. Para cancro mole, a bacterioscopia ou cultura são indicadas. O tratamento precoce é essencial para evitar complicações e a disseminação das ISTs, sendo um ponto crucial na formação do residente.

Perguntas Frequentes

Qual o exame mais indicado para o diagnóstico de herpes genital?

Para o herpes genital, o exame mais indicado é a pesquisa de células de inclusão viral (teste de Tzanck) ou, preferencialmente, a cultura viral ou PCR do líquido da vesícula ou da base da úlcera, que são mais sensíveis e específicos.

Como é feito o diagnóstico de sífilis primária em caso de úlcera genital?

O diagnóstico de sífilis primária é feito pela visualização direta do Treponema pallidum em campo escuro a partir do exsudato da úlcera (cancro duro), ou por testes sorológicos (VDRL/RPR e FTA-Abs/TPHA), embora os sorológicos possam ser negativos no início da lesão.

Quais são as características clínicas e o exame para cancro mole?

O cancro mole é caracterizado por úlceras múltiplas, profundas, dolorosas, com bordas irregulares e base friável, frequentemente associadas a linfadenopatia inguinal dolorosa e supurativa. O diagnóstico é feito por bacterioscopia ou cultura do Haemophilus ducreyi.

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