Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
Durante o manejo de uma paciente de 67 anos portadora de úlcera venosa em membro inferior direito, em que comprovadamente ocorre refluxo da veia safena magna direita, qual das técnicas de tratamento é a menos efetiva quando se pensa a longo prazo?
Para refluxo de safena magna, escleroterapia com espuma tem menor efetividade a longo prazo que ablação térmica ou cirurgia.
No tratamento do refluxo da veia safena magna, a escleroterapia com espuma, embora eficaz a curto prazo e em casos específicos, apresenta taxas de recanalização e recorrência maiores a longo prazo quando comparada às técnicas de termoablação (radiofrequência, endolaser) e à safenectomia, que são mais duradouras.
A úlcera venosa em membro inferior é uma manifestação grave da insuficiência venosa crônica, frequentemente associada ao refluxo da veia safena magna. O tratamento eficaz dessa condição requer a abordagem tanto da úlcera em si quanto da causa subjacente, que é a incompetência valvular da safena. A escolha da técnica para oclusão da veia safena é crucial para o sucesso a longo prazo e a prevenção de recorrências. As opções terapêuticas para o refluxo da veia safena magna incluem a escleroterapia com espuma, a termoablação (por radiofrequência ou endolaser) e a safenectomia. Enquanto a safenectomia é um procedimento cirúrgico tradicional que remove a veia, as termoablações são técnicas minimamente invasivas que utilizam calor para ocluir a veia. A escleroterapia com espuma, por sua vez, injeta uma substância esclerosante para fechar a veia. A longo prazo, a escleroterapia com espuma, embora útil em casos selecionados e para varizes menores, tem demonstrado menor efetividade na oclusão da veia safena magna em comparação com as técnicas de termoablação e a safenectomia. Isso se deve a uma maior taxa de recanalização da veia tratada. Portanto, para o manejo de úlceras venosas com refluxo de safena magna, as abordagens de termoablação ou cirurgia convencional são geralmente preferidas por oferecerem resultados mais duradouros e menores taxas de recorrência.
As principais opções incluem escleroterapia com espuma, termoablação por radiofrequência, termoablação por endolaser e safenectomia (cirurgia convencional).
A escleroterapia com espuma, embora minimamente invasiva, apresenta maiores taxas de recanalização da veia e recorrência do refluxo em comparação com as técnicas de termoablação e safenectomia, que promovem oclusão mais duradoura.
As termoablações são minimamente invasivas, realizadas sob anestesia local, com menor tempo de recuperação e menor dor pós-operatória em comparação com a safenectomia, e oferecem alta taxa de sucesso a longo prazo.
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