Úlceras de Membros Inferiores: Diferenciais e Sinais

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021

Enunciado

Com relação às características clínicas das úlceras de membros inferiores, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Úlcera venosa: podem ser únicas ou múltiplas, geralmente localizadas na porção distal dos membros inferiores. A dor é um sintoma frequente e de intensidade variável, em geral piora a final do dia com a posição ortostática e melhora com a elevação do membro.
  2. B) Úlcera arterial: podem ser únicas ou múltiplas, localizadas em pontos distais e sítios de pressão, membro afetado com rubor na elevação e palidez quando pendente. A dor, quando presente, melhora com a deambulação e piora com o repouso.
  3. C) Úlcera neuropática: geralmente são múltiplas, localizadas em áreas de pressão, associadas à neuropatia, com sensibilidade aumentada. Em geral apresentam como úlceras em ''em saca-bocado'', profundas e com bordas calosas. A dor está sempre presente, porém responde bem aos analgésicos comuns.
  4. D) Úlcera hipertensiva: geralmente são unilaterais, na região dos dois terços inferiores dos membros inferiores. Costumam ser profundas, com borda solapada, sem tecido de granulação viável, pálida e frequentemente necrótica. A dor tem intensidade variável e responde bem aos analgésicos comuns.

Pérola Clínica

Úlcera venosa: dor ↓ com elevação, ↑ com ortostase; úlcera arterial: dor ↑ com elevação, ↓ com pendência.

Resumo-Chave

A úlcera venosa é a causa mais comum de úlceras de membros inferiores, tipicamente localizada na região maleolar medial, com dor que melhora com a elevação do membro e piora com a posição ortostática prolongada, devido à estase venosa e hipertensão.

Contexto Educacional

As úlceras de membros inferiores representam um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, sendo a úlcera venosa a mais prevalente, seguida pela arterial e neuropática. O diagnóstico diferencial correto é crucial para um tratamento eficaz e para prevenir complicações. A anamnese detalhada e o exame físico são fundamentais para identificar a etiologia. A úlcera venosa é causada por insuficiência venosa crônica, levando à hipertensão venosa, estase e extravasamento de fluidos e células, resultando em inflamação e ruptura da pele. Caracteriza-se por localização perimaleolar medial, bordas irregulares, leito com tecido de granulação, edema, hiperpigmentação e dor que melhora com a elevação. A úlcera arterial, por sua vez, é decorrente de doença arterial periférica, com isquemia tecidual. Apresenta-se em áreas distais (dedos, calcanhar), bordas bem definidas, leito pálido ou necrótico, pele fria, pulsos diminuídos e dor intensa que piora com a elevação e melhora com a pendência. A úlcera neuropática, comum em diabéticos, resulta da neuropatia periférica que causa perda da sensibilidade protetora e deformidades, levando a traumas repetitivos em pontos de pressão. Geralmente indolor, com bordas calosas e leito limpo ou infectado. O tratamento varia conforme a etiologia, incluindo compressão para úlceras venosas, revascularização para arteriais e desbridamento/alívio de pressão para neuropáticas. O prognóstico depende do controle da doença de base e da adesão ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da dor na úlcera venosa?

A dor na úlcera venosa é frequentemente descrita como latejante ou pesada, piora no final do dia e com a posição ortostática prolongada, e melhora com a elevação do membro e o repouso, devido à redução da estase venosa.

Como diferenciar uma úlcera arterial de uma úlcera venosa?

Úlceras arteriais são geralmente dolorosas, localizadas em áreas distais e de pressão, com pele fria, pálida e pulsos diminuídos. Úlceras venosas são menos dolorosas, na região maleolar medial, com pele hiperpigmentada, edema e pulsos presentes.

Quais são os principais fatores de risco para úlceras neuropáticas?

Os principais fatores de risco para úlceras neuropáticas são diabetes mellitus (levando à neuropatia periférica), deformidades nos pés, calçados inadequados e trauma repetitivo em áreas de pressão, resultando em perda da sensibilidade protetora.

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