UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
Em pacientes imobilizados, o suporte prolongado de peso acima da pressão de perfusão tecidual pode resultar em isquemia e necrose tecidual. Como sequelas dessa lesão, podem se formar as úlceras de pressão. Para adequada avaliação dessas úlceras, a cirurgia plástica utiliza a classificação do National Pressure Ulcer Advisory. Na referida classificação, caracteriza-se o estágio
Úlcera de pressão Estágio III = perda total da espessura da pele com gordura subcutânea exposta, sem osso/tendão/músculo.
As úlceras de pressão são lesões localizadas na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão prolongada. A classificação NPUAP (National Pressure Ulcer Advisory Panel) é fundamental para padronizar a avaliação e o manejo, descrevendo a profundidade da lesão em estágios.
As úlceras de pressão, agora mais comumente referidas como lesões por pressão (LP), são um grave problema de saúde pública, especialmente em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida. Elas resultam da isquemia e necrose tecidual causadas por pressão prolongada sobre proeminências ósseas, combinada com fatores como cisalhamento, fricção e umidade. A prevenção é a pedra angular do manejo, envolvendo reposicionamento frequente, cuidados com a pele e suporte nutricional adequado. A classificação do National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP), agora National Pressure Injury Advisory Panel (NPIAP), é a ferramenta padrão para avaliar a profundidade e a extensão das lesões. O Estágio I caracteriza-se por eritema não branqueável em pele íntegra. O Estágio II envolve perda parcial da espessura da derme, apresentando-se como uma úlcera rasa com leito vermelho-rosado, sem esfacelo. O Estágio III é a perda total da espessura da pele, com exposição de gordura subcutânea, mas sem exposição de osso, tendão ou músculo. O Estágio IV é o mais grave, com perda total da espessura do tecido e exposição de osso, tendão ou músculo. Além desses, existem as lesões por pressão não classificáveis (cobertas por esfacelo ou escara) e as lesões por pressão tecidual profunda (suspeita de dano tecidual profundo). O tratamento varia conforme o estágio e inclui desbridamento, curativos adequados, controle de infecção e otimização do estado nutricional do paciente.
Os principais fatores incluem imobilidade prolongada, desnutrição, umidade excessiva, fricção, cisalhamento e doenças que comprometem a perfusão tecidual, como diabetes e doenças vasculares.
A classificação por estágios padroniza a avaliação da profundidade da lesão, auxiliando na escolha do tratamento mais adequado, na monitorização da evolução e na comunicação entre os profissionais de saúde.
O estágio I é uma área de eritema não branqueável na pele íntegra. A lesão por pressão tecidual profunda é uma área localizada de pele íntegra ou não íntegra com descoloração roxa ou marrom, ou bolha de sangue, indicando dano tecidual subjacente.
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