AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
A sustentação de peso prolongada, como em um paciente imobilizado ou paralisado, pode elevar a pressão do tecido acima da pressão de perfusão capilar arterial (32 mmHg) e resultar em oxigenação comprometida, isquemia e eventual necrose do tecido. Sobre as úlceras de pressão, analise as assertivas abaixo.I) As úlceras em estágio II devem ser monitoradas quanto a umidade e contaminação através da realização de curativos.II) Os locais mais comuns de acometimento são as regiões sacral e trocantérica.III) A realização de cultura por swabs, principalmente as coletadas da superfície, são importantes no tratamento da infecção.IV) A ressecção óssea deve ser abordada com cuidado porque a ressecção de um conjunto pareado de pontos de pressão, como os ísquios, muda o peso do paciente para o lado contralateral, aumentando o risco de uma nova ferida de pressão no segundo lado. Estão corretas
Úlceras de pressão: estadiamento essencial para manejo; sacral e trocantérica são locais comuns; cultura por swab superficial é pouco confiável para infecção profunda.
As úlceras de pressão são lesões teciduais causadas por pressão prolongada. O estadiamento correto é fundamental para o tratamento, que inclui controle da umidade, desbridamento e prevenção de infecção. A cultura por swab superficial não é o método ideal para diagnosticar infecção profunda.
As úlceras de pressão, também conhecidas como lesões por pressão, são áreas de dano localizado na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultantes de pressão prolongada ou da combinação de pressão com cisalhamento. São um problema significativo em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida, com alta morbidade e custos de tratamento. O estadiamento é crucial para o manejo e prognóstico, variando de estágio I (pele íntegra com eritema não branqueável) a estágio IV (perda total de tecido com exposição óssea, tendinosa ou muscular), além de lesões por pressão tissular profunda e não estadiáveis. Os locais mais comuns são as regiões sacral, trocantérica, isquiática e calcânea. O tratamento envolve alívio da pressão, desbridamento de tecido necrótico, controle da umidade e exsudato, e manejo da infecção. Para o diagnóstico de infecção profunda, biópsias ou aspirados de tecido são preferíveis a swabs superficiais. A prevenção é a melhor abordagem, incluindo reposicionamento frequente, uso de superfícies de alívio de pressão e cuidados com a pele. Em casos avançados, a cirurgia reconstrutiva pode ser necessária, com planejamento cuidadoso para evitar novas lesões.
As úlceras de pressão são estadiadas de I a IV, além de lesões por pressão tissular profunda e não estadiáveis. O estágio I apresenta pele íntegra com eritema não branqueável, enquanto o estágio IV envolve perda total de tecido com exposição óssea, tendinosa ou muscular.
As medidas de prevenção incluem reposicionamento frequente do paciente, uso de superfícies de alívio de pressão (colchões e almofadas especiais), inspeção diária da pele, controle da umidade e nutrição adequada.
Para diagnosticar infecção profunda em uma úlcera de pressão, biópsias de tecido ou aspirados são mais confiáveis do que culturas por swab superficial, que podem estar contaminadas por bactérias da superfície da pele e não refletir a infecção real.
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