UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Criança de cinco meses de idade, sexo masculino, em acompanhamento médico por apresentar úlcera com diâmetro maior de 1 cm no local da aplicação da vacina BCG, desde os primeiros meses de vida. Selecione a conduta adequada para essa situação baseado nas recomendações atuais do Ministério da Saúde.
Úlcera pós-BCG > 1 cm → notificar, acompanhar, iniciar Isoniazida 10mg/kg/dia até regressão.
Úlceras maiores que 1 cm no local da vacina BCG são consideradas reações adversas graves e devem ser notificadas, acompanhadas e tratadas com Isoniazida, pois podem indicar uma infecção local persistente pelo bacilo vacinal.
A vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é amplamente utilizada para prevenir formas graves de tuberculose em crianças. Embora seja uma vacina segura, pode causar reações adversas locais, sendo a úlcera no local da aplicação uma das mais comuns. A maioria das reações locais é benigna e se resolve espontaneamente, mas úlceras maiores que 1 cm ou persistentes são consideradas complicações e requerem atenção especial. A úlcera pós-BCG é uma reação granulomatosa local causada pela replicação do bacilo vacinal. Geralmente, surge entre 4 a 6 semanas após a vacinação e pode evoluir para uma úlcera que cicatriza espontaneamente. No entanto, quando a úlcera tem diâmetro maior que 1 cm e persiste por meses, é um sinal de complicação. O diagnóstico é clínico, e a suspeita deve ser alta em qualquer lesão persistente ou grande no local da vacina. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, úlceras pós-BCG com diâmetro maior que 1 cm devem ser notificadas como evento adverso. A conduta adequada inclui acompanhamento clínico e o início de tratamento com Isoniazida na dose de 10mg/kg/dia, que deve ser mantida até a completa regressão da lesão. Não é recomendado o uso de antibióticos tópicos ou outros esquemas antituberculosos mais complexos, a menos que haja disseminação da infecção. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, resultando em cicatrização da úlcera.
Uma úlcera no local da BCG é considerada uma complicação quando seu diâmetro é maior que 1 cm, quando persiste por mais de 12 semanas ou quando há drenagem purulenta persistente. Pequenas úlceras ou cicatrizes são reações esperadas.
O tratamento recomendado pelo Ministério da Saúde para úlceras pós-BCG com diâmetro maior que 1 cm é a notificação do evento adverso, acompanhamento clínico e início de Isoniazida na dose de 10mg/kg/dia, mantida até a regressão completa da lesão.
A Isoniazida é utilizada porque a úlcera pós-BCG é causada por uma infecção localizada pelo próprio bacilo atenuado da vacina (Mycobacterium bovis). A Isoniazida é um tuberculostático eficaz contra micobactérias, controlando a proliferação do bacilo e promovendo a cicatrização da lesão.
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