UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2016
Cada vez mais os serviços de saúde têm assistido doentes de alta dependência de cuidados. Nesses doentes, a ocorrência das escaras de pressão é elevada. Assinale, dentre as alternativas abaixo, a área corporal com maior risco de escaras de pressão:
Escaras de pressão → Maior risco em proeminências ósseas: sacro, trocanter, calcâneo, isquio e occipital.
As escaras de pressão são lesões cutâneas e de tecidos moles causadas por pressão prolongada sobre proeminências ósseas, cisalhamento e fricção. Pacientes acamados, com mobilidade reduzida ou alta dependência de cuidados são os mais suscetíveis.
As escaras de pressão, ou lesões por pressão, são um problema comum e grave em pacientes com alta dependência de cuidados, especialmente aqueles acamados ou com mobilidade reduzida. Elas representam um indicador de qualidade do cuidado e podem levar a complicações sérias, como infecções e sepse. A fisiopatologia envolve a isquemia tecidual causada pela pressão prolongada sobre as proeminências ósseas, que excede a pressão capilar, levando à necrose. As áreas corporais com maior risco de desenvolvimento de escaras são aquelas onde há proeminências ósseas e pouca massa muscular ou adiposa para amortecer a pressão. As regiões mais frequentemente afetadas incluem o sacro, trocanteres (grandes trocanteres do fêmur), calcâneos, maléolos, tuberosidades isquiáticas (em pacientes sentados) e o occipital. Todas as alternativas apresentadas são áreas de risco. A prevenção é a melhor abordagem e envolve uma série de medidas, como a mudança de decúbito regular (a cada 2 horas), uso de superfícies de alívio de pressão (colchões e coxins), manutenção da pele limpa e seca, hidratação adequada, nutrição otimizada e mobilização precoce sempre que possível. A identificação precoce de áreas de risco e a implementação de protocolos de prevenção são cruciais para reduzir a incidência e a gravidade dessas lesões. A alternativa B, trocanter, é uma das áreas de maior risco, e a questão pede a área com maior risco, sendo o trocanter uma resposta válida entre as opções.
As escaras são causadas principalmente por pressão prolongada sobre a pele e tecidos moles, que leva à isquemia. Fatores como cisalhamento, fricção, umidade, má nutrição e imobilidade também contribuem para o seu desenvolvimento.
As áreas mais suscetíveis são as proeminências ósseas, como sacro, trocanteres (grandes trocanteres do fêmur), calcâneos, maléolos, tuberosidades isquiáticas (em pacientes sentados) e o occipital, especialmente em pacientes acamados ou cadeirantes.
A prevenção inclui mudança de decúbito regular (a cada 2 horas), uso de colchões e coxins especiais, hidratação da pele, nutrição adequada e inspeção diária da pele para identificar sinais precoces de lesão.
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