PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Paciente, sexo masculino, 67 anos de idade, está acamado devido a quadro de Alzheimer progressivo. É diabético, hipertenso e ex tabagista. Vinha sendo cuidado em casa pela família e cuidadores, mas foi internado devido a quadro de covid, há 20 dias. A enfermagem sinaliza o aparecimento de lesão ulcerada em nádega direita, com fundo róseo e áreas amareladas; secreção serosa e hiperemia em bordas associada à zona escurecida.Com relação ao tipo de ferida encontrada, trata-se de:
Paciente acamado + lesão ulcerada em proeminência óssea = Úlcera por Pressão.
A úlcera por pressão (ou lesão por pressão) é uma lesão localizada na pele e/ou tecido subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão ou pressão em combinação com cisalhamento. Pacientes acamados, idosos, com comorbidades como diabetes e Alzheimer, e internados por longos períodos, têm alto risco.
As úlceras por pressão, também conhecidas como lesões por pressão, representam um grave problema de saúde pública, especialmente em pacientes idosos, acamados ou com mobilidade reduzida. Sua ocorrência está associada a maior morbidade, mortalidade e custos de saúde. A prevenção é a melhor estratégia, mas o reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para evitar complicações. A fisiopatologia envolve a isquemia tecidual prolongada causada pela pressão externa sobre proeminências ósseas, combinada com forças de cisalhamento e fricção. Fatores como desnutrição, umidade, idade avançada e comorbidades (diabetes, doenças neurológicas) aumentam a vulnerabilidade da pele. O diagnóstico é clínico, baseado na localização, aparência da lesão e histórico do paciente. O tratamento é multidisciplinar e inclui alívio da pressão, otimização do estado nutricional, controle de infecção, desbridamento e uso de curativos adequados. O prognóstico varia conforme o estágio da lesão e as condições clínicas do paciente. Residentes devem estar aptos a identificar fatores de risco, estadiar as lesões e iniciar o manejo apropriado para melhorar a qualidade de vida e reduzir complicações.
Os principais fatores de risco incluem imobilidade prolongada, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, doenças crônicas como diabetes e Alzheimer, alterações da sensibilidade, e condições que afetam a perfusão tecidual. A pressão e o cisalhamento são os mecanismos primários de lesão.
O estadiamento é feito pela profundidade da lesão, variando de Estágio 1 (pele íntegra com eritema não branqueável) a Estágio 4 (perda total de tecido com exposição de osso, tendão ou músculo), além de lesões não estadiáveis e lesões teciduais profundas suspeitas. O estadiamento guia o tratamento e o prognóstico.
A conduta inicial envolve o alívio da pressão na área afetada, otimização nutricional, controle da dor, limpeza da ferida e desbridamento de tecido necrótico. A escolha do curativo depende do estágio da úlcera e da presença de exsudato, visando promover um ambiente úmido para cicatrização.
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