Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 60 anos, desenvolveu úlcera por pressão profunda na região sacral após longo período de internação em UTI. Sobre cuidados com feridas complexas e princípios de cirurgia plástica reconstrutiva, assinale a correta:
Úlcera sacral profunda → retalhos musculares/miocutâneos para cobertura e cicatrização.
Úlceras por pressão sacrais profundas, especialmente aquelas com exposição óssea ou de estruturas nobres, frequentemente requerem mais do que curativos simples. A cirurgia plástica reconstrutiva com retalhos musculares ou miocutâneos é essencial para fornecer tecido bem vascularizado, preencher o defeito e promover a cicatrização, reduzindo o risco de infecção e recidiva.
Úlceras por pressão, também conhecidas como úlceras de decúbito, são lesões cutâneas e de tecidos moles resultantes de pressão prolongada e cisalhamento, frequentemente observadas em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida. As úlceras sacrais profundas representam um desafio terapêutico significativo, com alto risco de infecção, osteomielite e recidiva. O manejo adequado é multidisciplinar e essencial para a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia envolve a isquemia tecidual causada pela compressão capilar, levando à necrose. O diagnóstico é clínico, classificando a úlcera por estágios de profundidade. Úlceras profundas (estágios III e IV) frequentemente expõem músculo, tendão ou osso. Antes da reconstrução, é fundamental otimizar o estado nutricional do paciente, controlar infecções e realizar desbridamento adequado para remover todo o tecido necrótico. O tratamento de úlceras sacrais profundas pode exigir cirurgia plástica reconstrutiva. O uso de retalhos musculares ou miocutâneos (como o retalho do glúteo máximo) é uma técnica eficaz para cobrir grandes defeitos, preencher espaços mortos e fornecer tecido vascularizado, o que é crucial para a cicatrização e prevenção de infecções. O prognóstico melhora significativamente com uma abordagem cirúrgica bem planejada, mas a prevenção de novas úlceras é contínua e vital.
O desbridamento é crucial para remover tecido necrótico, esfacelo e biofilme bacteriano, que impedem a cicatrização e aumentam o risco de infecção. Pode ser cirúrgico, enzimático, autolítico, mecânico ou biológico.
A oxigenoterapia hiperbárica não é a única modalidade de tratamento e sua indicação é restrita a casos selecionados de feridas crônicas complexas, como úlceras diabéticas ou radionecrose, onde há hipóxia tecidual significativa e falha de outras terapias. Não é tratamento de primeira linha para úlceras por pressão.
Retalhos musculares ou miocutâneos fornecem tecido bem vascularizado para cobrir o defeito, preencher espaços mortos, proteger estruturas ósseas expostas e trazer células inflamatórias e fatores de crescimento que promovem a cicatrização, além de melhorar a resistência à infecção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo