UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Nos últimos dois anos, houve um aumento exponencial das úlceras por pressão em pacientes acamados vítimas da epidemia do SARS-COV-2. A úlcera mais comum nesses pacientes é em região
Úlcera por pressão em pacientes acamados → região sacral é a mais comum devido à proeminência óssea.
A região sacral é a localização mais comum para úlceras por pressão em pacientes acamados, especialmente aqueles em decúbito dorsal prolongado, devido à proeminência óssea e à pressão contínua sobre a área.
As úlceras por pressão, ou lesões por pressão, representam um grave problema de saúde pública, com alta morbidade e mortalidade, especialmente em pacientes acamados e críticos. A pandemia de SARS-COV-2 exacerbou sua incidência devido ao tempo prolongado de internação, imobilidade e uso de dispositivos. A compreensão de sua etiologia e localização mais comum é fundamental para a prevenção e manejo. A fisiopatologia da úlcera por pressão envolve isquemia tecidual prolongada devido à compressão entre uma proeminência óssea e uma superfície externa. A região sacral é a mais acometida devido à sua proeminência anatômica e à posição de decúbito dorsal comum em pacientes acamados. Outros fatores como cisalhamento, fricção, umidade e desnutrição contribuem para o seu desenvolvimento. A prevenção é a pedra angular do manejo, incluindo mobilização precoce, mudança de decúbito regular, uso de superfícies de alívio de pressão, otimização nutricional e controle da umidade. O tratamento envolve desbridamento, curativos adequados e, em alguns casos, cirurgia. O prognóstico melhora significativamente com a implementação de protocolos de prevenção e tratamento multidisciplinares.
Fatores de risco incluem imobilidade prolongada, desnutrição, umidade excessiva (incontinência), idade avançada, doenças crônicas (diabetes, insuficiência vascular) e condições que afetam a perfusão tecidual.
A prevenção envolve mudança de decúbito regular (a cada 2 horas), uso de colchões e superfícies de alívio de pressão, hidratação e nutrição adequadas, higiene da pele e inspeção diária das áreas de risco.
A região sacral é a mais comum devido à proeminência óssea e à pressão constante exercida sobre ela quando o paciente está em decúbito dorsal, além da exposição frequente à umidade por incontinência.
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