HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
A figura abaixo ilustra uma alternativa para o tratamento das úlceras gastroduodenais complicadas por perfuração > 3cm. Trata-se de:
Úlcera gastroduodenal perfurada > 3cm pode exigir antrectomia com reconstrução Bilroth II para tratamento definitivo.
Úlceras gastroduodenais perfuradas grandes (>3cm) ou com instabilidade hemodinâmica podem necessitar de tratamento cirúrgico mais complexo do que o simples fechamento primário, como a antrectomia com reconstrução à Bilroth II, que remove a porção distal do estômago e realiza uma anastomose gastrojujenal.
As úlceras gastroduodenais perfuradas representam uma emergência cirúrgica grave. Enquanto a maioria das pequenas perfurações pode ser tratada com rafia simples e omentoplastia (patch de Graham), úlceras maiores que 3 cm, úlceras crônicas com bordas fibróticas ou em pacientes com instabilidade hemodinâmica podem exigir um tratamento cirúrgico mais definitivo, como a ressecção gástrica. A antrectomia com reconstrução à Bilroth II é um procedimento que envolve a remoção da porção distal do estômago (o antro) e a anastomose do remanescente gástrico com o jejuno. Este tipo de reconstrução é frequentemente empregado quando a anastomose gastroduodenal (Bilroth I) não é viável ou desejável, por exemplo, devido à inflamação duodenal ou dificuldade técnica. É fundamental que o residente compreenda as indicações e as diferentes técnicas de reconstrução gástrica. A escolha do procedimento cirúrgico depende de múltiplos fatores, incluindo o tamanho da perfuração, a condição do tecido, a presença de doença péptica subjacente e a estabilidade clínica do paciente. O objetivo é não apenas fechar a perfuração, mas também tratar a causa da úlcera e prevenir recorrências.
As indicações incluem perfurações grandes (>3cm), úlceras crônicas com bordas endurecidas, falha do tratamento conservador, instabilidade hemodinâmica e quando há suspeita de malignidade.
Na Bilroth I, o remanescente gástrico é anastomosado diretamente ao duodeno. Na Bilroth II, o remanescente gástrico é anastomosado ao jejuno, com o duodeno sendo fechado e excluído do trânsito alimentar principal.
Outras cirurgias incluem a vagotomia (troncular, seletiva ou superseletiva) associada ou não a um procedimento de drenagem (piloroplastia) ou ressecção limitada, dependendo da etiologia e localização da úlcera.
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