UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Paciente em pós operatório de Lobectomia pulmonar, evoluindo no 5 DPO, com dor abdominal intensa, com sinal de irritação peritoneal, qual a suspeita diagnóstica mais provável, dentre as opções:
Pós-operatório de cirurgia maior + dor abdominal intensa + irritação peritoneal → suspeitar de úlcera péptica perfurada (abdome agudo perfurativo).
Pacientes em pós-operatório de cirurgias maiores, especialmente sob estresse fisiológico, têm maior risco de desenvolver úlcera péptica de estresse que pode perfurar. A dor abdominal intensa com sinais de irritação peritoneal é um quadro clássico de abdome agudo perfurativo, sendo a úlcera péptica perfurada uma causa comum nesse contexto.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela ruptura da parede do estômago ou duodeno, permitindo o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. Em pacientes no pós-operatório de cirurgias maiores, como uma lobectomia pulmonar, o risco de desenvolver úlceras de estresse e suas complicações, incluindo a perfuração, é significativamente aumentado devido ao estresse fisiológico, uso de medicamentos (como AINEs ou corticosteroides) e comorbidades. O quadro clínico de uma úlcera péptica perfurada é de abdome agudo perfurativo, com dor abdominal súbita e intensa, que pode se generalizar rapidamente. Os sinais de irritação peritoneal, como defesa muscular, dor à descompressão brusca e rigidez abdominal, são marcantes. A presença de febre e taquicardia pode indicar peritonite. No contexto pós-operatório, a dor pode ser mascarada por analgésicos ou confundida com dor incisional, tornando o diagnóstico mais desafiador. O diagnóstico é primariamente clínico, mas exames de imagem são cruciais. A radiografia de tórax e abdome em pé pode revelar pneumoperitônio (ar livre subdiafragmático), que é patognomônico. A tomografia computadorizada é mais sensível para detectar pequenas quantidades de ar livre e coleções líquidas. O tratamento é cirúrgico, visando o fechamento da perfuração e a limpeza da cavidade peritoneal, seguido de terapia com inibidores da bomba de prótons para prevenir recorrências. A suspeita precoce e a intervenção rápida são essenciais para reduzir a morbidade e mortalidade.
A úlcera péptica perfurada classicamente apresenta dor abdominal súbita e intensa, tipo "punhalada", que se irradia para o ombro (sinal de Kehr), e sinais de irritação peritoneal, como defesa e descompressão brusca dolorosa.
Pacientes em pós-operatório de cirurgias maiores estão sob estresse fisiológico significativo, o que pode levar ao desenvolvimento de úlceras de estresse. O uso de AINEs e corticosteroides também aumenta o risco.
O diagnóstico é clínico, com exames de imagem como radiografia de tórax e abdome em pé, que podem mostrar pneumoperitônio (ar subdiafragmático). A tomografia computadorizada é mais sensível para detectar pequenas perfurações e coleções.
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