SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Qual o diagnóstico e melhor conduta para o caso abaixo:Paciente de 80 anos com histórico de dor súbita epigástrica, vômitos e distensão abdominal.Uso crônico de ibuprofeno para dor lombar. Leucograma 13.000 leucócitos , 2% bastões.Tomografia de abdome: pequena quantidade de líquido livre retrogástrico com focos gasosos em seu interior.
Dor epigástrica súbita + AINEs + leucocitose + gás livre na TC → Úlcera péptica perfurada = Laparoscopia de urgência.
A história de dor epigástrica súbita em paciente idoso com uso crônico de AINEs, associada a vômitos, distensão abdominal e sinais de inflamação sistêmica (leucocitose), é altamente sugestiva de úlcera péptica perfurada. A tomografia de abdome confirmando líquido livre com focos gasosos retrogástricos (pneumoperitônio) indica perfuração de víscera oca, configurando uma emergência cirúrgica que requer laparoscopia de urgência e antibioticoterapia venosa.
A úlcera péptica perfurada é uma das complicações mais graves da doença ulcerosa péptica, representando uma emergência cirúrgica com alta morbimortalidade. É frequentemente associada ao uso crônico de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) ou à infecção por Helicobacter pylori. O reconhecimento rápido e a intervenção adequada são essenciais para o prognóstico do paciente. A fisiopatologia envolve a erosão da parede gástrica ou duodenal, levando à perfuração e extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, resultando em peritonite química e, posteriormente, bacteriana. Clinicamente, manifesta-se por dor abdominal súbita e intensa, rigidez abdominal e sinais de choque. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax (pesquisa de pneumoperitônio) ou tomografia de abdome, que é mais sensível para detectar gás e líquido livres. O tratamento é primariamente cirúrgico, com laparoscopia ou laparotomia para fechamento da perfuração e lavagem da cavidade. A antibioticoterapia venosa de amplo espectro deve ser iniciada precocemente para cobrir a flora gastrointestinal. O manejo pós-operatório inclui suporte intensivo e erradicação do H. pylori, se presente, para prevenir recorrências.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente epigástrica, que pode se generalizar, vômitos, distensão abdominal e sinais de peritonite como defesa e descompressão brusca dolorosa. O uso prévio de AINEs é um fator de risco importante.
A tomografia de abdome é crucial para confirmar a presença de pneumoperitônio (gás livre na cavidade abdominal) e líquido livre, que são achados patognomônicos de perfuração de víscera oca. Ela também pode ajudar a identificar a localização da perfuração.
A conduta inicial envolve estabilização do paciente, início de antibioticoterapia de amplo espectro por via venosa, analgesia e, fundamentalmente, indicação de laparotomia ou laparoscopia de urgência para reparo da perfuração e lavagem da cavidade abdominal.
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