Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Paciente de 50 anos é admitido no Pronto Socorro com quadro de dor abdominal de início súbito, de forte intensidade. Refere que a dor teve início há, aproximadamente, 6 horas. Nega tabagismo, etilismo e melena. Refere uso atual de antinflamatório não esteroidal. No exame físico, apresenta palidez cutânea, taquicárdico, sudoreico e em posição antálgica. Na palpação abdominal: resistência abdominal difusa mais localizada em andar superior. Frente ao quadro clínico e exame físico, qual a hipótese diagnóstica mais provável:
Dor abdominal súbita e intensa, peritonite, e uso de AINEs → suspeitar de úlcera péptica perfurada.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, frequentemente associada ao uso de AINEs. O exame físico revela sinais de irritação peritoneal difusa, como resistência abdominal, e sinais de choque, como taquicardia e palidez.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela ruptura da parede do estômago ou duodeno, resultando no extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. Essa condição leva a uma peritonite química inicial, seguida por peritonite bacteriana, e requer diagnóstico e intervenção rápidos para evitar complicações fatais. O quadro clínico típico é de dor abdominal súbita, intensa e generalizada, que pode irradiar para o ombro devido à irritação diafragmática. Fatores de risco incluem infecção por H. pylori, tabagismo, etilismo e, notavelmente, o uso crônico de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), que comprometem a barreira protetora da mucosa gástrica. O exame físico revela sinais de irritação peritoneal, como defesa e rigidez abdominal difusa, e sinais de choque. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax (buscando pneumoperitônio) ou tomografia computadorizada. O tratamento é cirúrgico, visando fechar a perfuração e lavar a cavidade peritoneal, associado a suporte clínico intensivo. A suspeita precoce e a conduta ágil são cruciais para a sobrevida do paciente.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal de início súbito e de forte intensidade, que se torna difusa e piora com o movimento. Pode haver náuseas, vômitos e sinais de choque, como taquicardia, palidez e sudorese.
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) inibem a ciclooxigenase (COX), reduzindo a produção de prostaglandinas que protegem a mucosa gástrica. Isso aumenta o risco de formação de úlceras e suas complicações, como sangramento e perfuração.
No exame físico, o paciente geralmente apresenta-se em posição antálgica. A palpação abdominal revela defesa e rigidez muscular (abdome em tábua), com dor à descompressão brusca, indicando peritonite. Pode haver sinais de choque hipovolêmico.
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