MedEvo Simulado — Prova 2026
Marcos, um paciente de 48 anos com história de dor epigástrica crônica e uso frequente de anti-inflamatórios não esteroidais para lombalgia, é admitido na emergência com queixa de dor abdominal de início súbito, descrita como uma 'facada' na região superior do abdome, que rapidamente se tornou generalizada. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdico (FC: 110 bpm), com abdome rígido ('em tábua'), doloroso à descompressão brusca em todos os quadrantes. Uma radiografia de tórax em posição ortostática revela a presença de uma fina lâmina de ar subdiafragmática bilateralmente. Diante desse quadro clínico de úlcera péptica complicada, a conduta mais adequada é:
Dor súbita 'em facada' + Abdome em tábua + Pneumoperitônio → Cirurgia de urgência (Rafia + Omentopexia).
A perfuração de úlcera péptica é uma emergência cirúrgica clássica associada ao uso de AINEs. O diagnóstico é confirmado pelo pneumoperitônio e o tratamento padrão envolve a sutura da perfuração com reforço omental.
O abdome agudo perfurativo por úlcera péptica é frequentemente associado ao uso crônico de AINEs ou infecção por H. pylori. A apresentação clínica é dramática, com dor súbita e intensa seguida de sinais de irritação peritoneal generalizada (abdome em tábua). O diagnóstico é eminentemente clínico e radiológico, sendo a radiografia de tórax em pé o exame inicial de escolha pela alta sensibilidade em detectar ar livre subdiafragmático. O tratamento conservador, conhecido como Método de Taylor, é reservado apenas para casos muito específicos e selecionados, como pacientes estáveis, sem peritonite generalizada e com evidência radiológica de bloqueio da perfuração. No entanto, para a prática de emergência e provas de residência, a regra é a intervenção cirúrgica imediata após estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e antibioticoterapia de largo espectro.
O sinal clássico é o pneumoperitônio, visualizado como uma lâmina de ar subdiafragmática na radiografia de tórax em ortostatismo ou na cúpula diafragmática na radiografia de abdome em decúbito lateral com raios horizontais. Esse achado indica a necessidade de avaliação cirúrgica imediata.
A insuflação de ar durante a endoscopia digestiva alta pode aumentar a pressão intra-abdominal, exacerbar o pneumoperitônio e facilitar a saída de conteúdo gástrico para a cavidade peritoneal, piorando drasticamente a peritonite química e bacteriana, além de aumentar o risco de síndrome compartimental abdominal.
A técnica padrão é a rafia simples do orifício de perfuração associada à omentopexia (manobra de Graham), que utiliza um pedaço de omento vascularizado para reforçar a sutura e garantir a vedação da perfuração, reduzindo as taxas de deiscência e fístulas pós-operatórias.
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