UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Um paciente de 76 anos de idade, com história obtida por meio de familiar de dor abdominal nas últimas 48 horas, história de doença péptica crônica, apresenta-se ao exame físico em posição antálgica, com os membros inferiores fletidos, defesa abdominal involuntária à palpação abdominal nos quatro quadrantes. Entre outros elementos de quadro clínico e de propedêutica de imagem associáveis ao quadro clínico descrito, aqueles que seriam mais relevantes para o diagnóstico de úlcera perfurada são
Úlcera perfurada = taquicardia + dor intensa + defesa abdominal + TC de abdome (padrão ouro para perfuração).
Paciente idoso com dor abdominal intensa, defesa e história de doença péptica sugere abdome agudo perfurativo. A taquicardia é um sinal de resposta sistêmica à inflamação/infecção, e a tomografia computadorizada é o exame de imagem mais sensível para detectar pneumoperitônio e outras alterações.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, caracterizada pela ruptura da parede gástrica ou duodenal, resultando em extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. É uma das causas mais comuns de abdome agudo perfurativo, com alta morbimortalidade, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. A história de doença péptica crônica é um fator de risco importante. O quadro clínico típico é de dor abdominal súbita e intensa, frequentemente descrita como em 'punhalada', que se generaliza rapidamente. O exame físico revela defesa abdominal involuntária, abdome em tábua e sinais de irritação peritoneal. Taquicardia é um achado comum, refletindo a resposta inflamatória sistêmica e a dor. A rotina de abdome agudo (radiografias de tórax e abdome) pode mostrar pneumoperitônio (ar subdiafragmático), mas a tomografia computadorizada (TC) de abdome é o exame de imagem de escolha devido à sua maior sensibilidade para detectar pequenas perfurações e guiar o diagnóstico. O tratamento da úlcera perfurada é primariamente cirúrgico, visando o fechamento da perfuração e a limpeza da cavidade peritoneal. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro e descompressão gástrica. A identificação precoce e a intervenção cirúrgica são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir complicações como sepse e falência de múltiplos órgãos.
Os sinais clássicos incluem dor abdominal súbita e intensa, em 'punhalada', defesa abdominal involuntária, abdome em tábua, taquicardia e, em casos avançados, hipotensão e sinais de choque séptico.
A TC de abdome é o exame de imagem mais sensível para detectar pneumoperitônio, mesmo em pequenas quantidades, além de identificar a localização da perfuração e outras complicações, sendo crucial para o diagnóstico definitivo.
A taquicardia reflete a resposta sistêmica do organismo à dor intensa, à inflamação peritoneal e à possível sepse ou hipovolemia, sendo um sinal de gravidade e alerta para instabilidade hemodinâmica.
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