ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2021
Paciente apresenta dor epigástrica abrupta, intensa, que se difunde para a fossa ilíaca direita e, em seguida, para todo o abdome, e ao exame, o abdome apresenta-se distendido, com peritonismo difuso e rigidez involuntária. Com base nessas informações, assinalar a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável:
Dor epigástrica abrupta + peritonismo difuso + rigidez abdominal = Úlcera péptica perfurada até prova em contrário.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica caracterizada por dor epigástrica de início abrupto e intensa, que rapidamente se generaliza para todo o abdome devido à extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. O exame físico revela sinais de peritonite difusa, como rigidez abdominal involuntária ("abdome em tábua") e dor à descompressão.
A úlcera péptica perfurada é uma das causas mais graves de abdome agudo, representando uma emergência cirúrgica com alta morbimortalidade se não for prontamente diagnosticada e tratada. É um tema de extrema importância em cirurgia geral e clínica médica, frequentemente testado em provas de residência devido à sua apresentação dramática e necessidade de intervenção rápida. A fisiopatologia envolve a erosão completa da parede gástrica ou duodenal por uma úlcera péptica, permitindo o extravasamento de conteúdo gastrointestinal (ácido, bile, enzimas, bactérias) para a cavidade peritoneal. Isso desencadeia uma peritonite química inicial, seguida por uma peritonite bacteriana. O quadro clínico é caracterizado por dor epigástrica de início abrupto e intensa, que se irradia rapidamente, levando a um abdome distendido, com peritonismo difuso e rigidez muscular involuntária, o clássico 'abdome em tábua'. O diagnóstico é primariamente clínico, complementado por exames de imagem como radiografia de tórax (para pneumoperitônio) e tomografia de abdome. O tratamento é cirúrgico, visando o fechamento da perfuração e a limpeza da cavidade peritoneal, além de suporte clínico intensivo com fluidos, antibióticos e analgesia. O reconhecimento precoce e a intervenção cirúrgica imediata são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir as complicações.
Os sinais clássicos de uma úlcera péptica perfurada incluem dor epigástrica de início abrupto e intensa, que se irradia rapidamente para todo o abdome, acompanhada de peritonismo difuso, rigidez abdominal involuntária ('abdome em tábua') e dor à descompressão. Pode haver taquicardia e hipotensão.
O exame de imagem mais útil para confirmar uma úlcera péptica perfurada é a radiografia simples de tórax e abdome em posição ortostática, que pode revelar pneumoperitônio (ar subdiafragmático). A tomografia computadorizada de abdome é mais sensível e pode identificar pequenas perfurações e a causa subjacente.
A conduta inicial em um paciente com suspeita de úlcera péptica perfurada envolve estabilização hemodinâmica, analgesia, antibioticoterapia de amplo espectro, sonda nasogástrica para descompressão e, crucialmente, avaliação cirúrgica imediata. A laparotomia exploratória ou laparoscopia é o tratamento definitivo para fechar a perfuração.
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