SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2021
Paciente etilista crônico, admitido em pronto socorro com quadro de dor abdominal difusa, febre, náuseas, com início há 1 dia. Apresenta sinais de irritação peritoneal. O plantonista elegeu como hipótese diagnóstica principal um quadro de úlcera perfurada. Considerando esta situação, qual destes exames não pode ser realizado?
Úlcera perfurada com irritação peritoneal: Endoscopia digestiva alta é CONTRAINDICADA pelo risco de extravasamento.
Em casos de suspeita de úlcera perfurada e sinais de irritação peritoneal, a endoscopia digestiva alta é contraindicada. A insuflação de ar durante o procedimento pode agravar o extravasamento de conteúdo gástrico ou duodenal para a cavidade peritoneal, piorando o quadro de peritonite.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica caracterizada pela ruptura da parede do estômago ou duodeno, resultando no extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal. Este quadro leva a um abdome agudo perfurativo, com peritonite química e, posteriormente, bacteriana, sendo uma condição grave com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A etiologia mais comum é a infecção por H. pylori ou o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor abdominal súbita e intensa, associada a sinais de irritação peritoneal ao exame físico. Exames complementares são essenciais para confirmar a perfuração e avaliar a extensão do quadro. A radiografia simples de tórax em ortostase é o exame inicial para buscar pneumoperitônio (ar subdiafragmático), que é patognomônico. A tomografia computadorizada de abdome é mais sensível e pode identificar perfurações menores, coleções líquidas e outras complicações. Hemograma e exames bioquímicos são importantes para avaliar o estado geral do paciente e a resposta inflamatória. É crucial ressaltar que a endoscopia digestiva alta é formalmente contraindicada na suspeita de úlcera perfurada. A insuflação de ar durante o procedimento pode agravar o extravasamento de conteúdo para a cavidade peritoneal, piorando a peritonite e aumentando o risco de complicações. O tratamento definitivo geralmente envolve laparotomia exploradora ou laparoscopia para fechamento da perfuração e lavagem da cavidade abdominal, além de antibioticoterapia de amplo espectro.
Os pacientes tipicamente apresentam dor abdominal súbita e intensa, frequentemente em "punhalada", que se irradia para o ombro direito, acompanhada de sinais de irritação peritoneal como defesa e descompressão brusca dolorosa, além de náuseas e vômitos.
A endoscopia digestiva alta é contraindicada porque a insuflação de ar durante o procedimento pode aumentar o extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, exacerbando a peritonite e o risco de sepse.
A radiografia simples de tórax em posição ortostática pode revelar pneumoperitônio (ar subdiafragmático), um sinal clássico. A tomografia computadorizada de abdome é mais sensível para detectar pequenas perfurações e coleções líquidas, sendo o exame de escolha em casos duvidosos.
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