SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2021
Homem, 37 anos, fumante. Encaminhado da UPA, com diagnóstico provável de úlcera péptica perfurada. Durante a laparotomia, identifica-se uma perfuração (2cm) na parede anterior da 1ª. porção duodenal.A conduta cirúrgica adequada inclui
Úlcera duodenal perfurada → Síntese primária + patch de Graham (retalho omental) para reforço.
A conduta padrão para úlcera duodenal perfurada é a síntese primária da perfuração, seguida pela cobertura com um retalho de omento (patch de Graham). Isso visa reforçar a sutura e prevenir vazamentos, sendo uma técnica simples e eficaz em pacientes estáveis.
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica grave, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. Geralmente ocorre em pacientes com histórico de doença ulcerosa péptica, sendo o tabagismo e o uso de AINEs fatores de risco importantes. O diagnóstico é clínico, com dor abdominal súbita e intensa, e radiológico, com pneumoperitônio. A fisiopatologia envolve a erosão da parede gástrica ou duodenal pela acidez, levando à perfuração e extravasamento de conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, causando peritonite. O tratamento cirúrgico visa fechar a perfuração e controlar a contaminação. A conduta padrão é a laparotomia com síntese primária da perfuração e omentoplastia (patch de Graham). Em casos selecionados e estáveis, a abordagem laparoscópica pode ser considerada. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento, bem como da presença de comorbidades.
A conduta inicial para uma úlcera duodenal perfurada é a síntese primária da perfuração, geralmente com sutura simples, e a cobertura com um retalho de omento, conhecida como patch de Graham, para reforço e selamento.
O patch de Graham é utilizado para reforçar a sutura da perfuração duodenal, selar a área e prevenir vazamentos. O omento, rico em vasos sanguíneos e células inflamatórias, contribui para a cicatrização e proteção local.
Vagotomia ou antrectomia são procedimentos mais complexos indicados para úlceras pépticas refratárias ao tratamento clínico, úlceras gigantes, sangramentos recorrentes ou em casos de malignidade suspeita, e não como tratamento primário para uma perfuração aguda.
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