PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
A lesão ulcerada péptica representa uma solução de continuidade de mucosa que ultrapassa os limites da muscular da mucosa. Ao contrário da úlcera, a erosão não ultrapassa a muscular da mucosa da parede gástrica e, em razão de seu caráter superficial, mantém elementos glandulares em sua base que favorecem uma rápida cicatrização, sem sequelas. O(s) local(is) mais comum(ns) de perfuração por úlcera péptica é(são):
Perfuração por úlcera péptica: mais comum no bulbo duodenal e pequena curvatura do antro gástrico.
A perfuração é uma complicação grave da úlcera péptica, sendo mais frequentemente encontrada no bulbo duodenal e na pequena curvatura do antro gástrico. A compreensão desses locais é fundamental para o diagnóstico clínico e radiológico, bem como para o planejamento da intervenção cirúrgica de emergência.
A úlcera péptica é uma solução de continuidade da mucosa gastrointestinal que se estende além da muscular da mucosa, causada principalmente pela infecção por Helicobacter pylori e pelo uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). As complicações incluem hemorragia, perfuração e obstrução. A perfuração é uma emergência cirúrgica grave, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. Anatomicamente, as úlceras pépticas são mais comuns no duodeno (especialmente no bulbo duodenal) e no estômago (principalmente na pequena curvatura do antro gástrico). Consequentemente, esses são os locais mais frequentes de perfuração. A perfuração ocorre quando a úlcera erode completamente a parede do órgão, permitindo o extravasamento do conteúdo gastrointestinal para a cavidade peritoneal, resultando em peritonite química e, posteriormente, bacteriana. O diagnóstico de úlcera péptica perfurada é clínico, com dor abdominal súbita e intensa, e confirmado por exames de imagem, como radiografia de tórax e abdome (que pode mostrar pneumoperitônio) ou tomografia computadorizada. O tratamento é cirúrgico de emergência, geralmente com rafia simples da perfuração e omentoplastia, seguido de tratamento da causa subjacente da úlcera (erradicação do H. pylori ou suspensão de AINEs). O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, bem como da condição clínica geral do paciente.
A úlcera péptica é uma lesão que ultrapassa a muscular da mucosa, atingindo camadas mais profundas da parede gastrointestinal. A erosão, por outro lado, é uma lesão superficial que não ultrapassa a muscular da mucosa e, por isso, tende a cicatrizar mais rapidamente e sem sequelas.
Essas regiões são as mais frequentemente afetadas pela úlcera péptica devido à maior exposição ao ácido gástrico e à pepsina. A pequena curvatura do antro gástrico é um local comum para úlceras gástricas, e o bulbo duodenal é o sítio mais frequente para úlceras duodenais, que são mais prevalentes que as gástricas.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, geralmente em 'punhalada', que se espalha por todo o abdome, rigidez abdominal (abdome em tábua), febre, taquicardia e sinais de choque. A presença de pneumoperitônio na radiografia abdominal é um achado clássico.
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