Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
São pacientes que necessitam profilaxia para Úlcera Péptica ao utilizar Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINE’s), EXCETO:
Profilaxia de úlcera por AINEs é para alto risco (história prévia, anticoagulantes, corticoides), não apenas duração curta.
A profilaxia para úlcera péptica induzida por AINEs é indicada para pacientes com alto risco de complicações gastrointestinais, como história prévia de úlcera, uso concomitante de anticoagulantes ou corticosteroides. A duração do tratamento com AINEs por si só não é o único critério para profilaxia, embora tratamentos prolongados aumentem o risco.
O uso de Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINEs) é amplamente difundido devido às suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antipiréticas. No entanto, esses medicamentos são conhecidos por seus efeitos adversos gastrointestinais, que variam desde dispepsia até complicações graves como úlceras pépticas, sangramento e perfuração. A identificação de pacientes de alto risco para essas complicações é crucial para a prática clínica e para a segurança do paciente. A profilaxia para úlcera péptica induzida por AINEs é indicada para pacientes que apresentam fatores de risco significativos. Estes incluem história prévia de úlcera péptica ou sangramento gastrointestinal, idade avançada (geralmente acima de 65 anos), uso concomitante de anticoagulantes (como varfarina) ou corticosteroides, e comorbidades como doenças cardiovasculares. A combinação de AINEs com outros medicamentos que aumentam o risco de sangramento ou lesão da mucosa gástrica eleva ainda mais a necessidade de profilaxia. A duração do tratamento com AINEs é um fator de risco, pois o risco de complicações gastrointestinais aumenta com o tempo de uso. No entanto, a simples duração "superior a dois dias" não é um critério isolado para profilaxia, a menos que outros fatores de alto risco estejam presentes. Os inibidores de bomba de prótons (IBPs) são a classe de medicamentos mais eficaz para a profilaxia, reduzindo significativamente a incidência de úlceras e suas complicações em pacientes de alto risco.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de úlcera péptica ou sangramento gastrointestinal, idade avançada (>65 anos), uso concomitante de anticoagulantes (como varfarina) ou corticosteroides, e doenças cardiovasculares.
Os inibidores de bomba de prótons (IBPs), como omeprazol ou pantoprazol, são os agentes mais eficazes e comumente utilizados para a profilaxia de úlceras pépticas induzidas por AINEs em pacientes de alto risco.
A varfarina aumenta o risco de sangramento, e os AINEs, ao inibir a ciclooxigenase, reduzem a proteção da mucosa gástrica e podem potencializar o efeito anticoagulante. Os corticosteroides, por sua vez, têm um efeito sinérgico com os AINEs na lesão da mucosa gastrointestinal.
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