SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Mulher,75 anos, com história de osteoartrite e uso de naproxeno, apresenta hematêmese e hipotensão ortostática, Após a estabilização dos sinais vitais com reposição de volume, é submetida à endoscopia, que mostra úlcera antral de 1,5 cm com vaso visível na base. A úlcera é tratada com injeção e não há mais sangramento. Teste rápidos de urease para H. pylori obtido durante a endoscopia é negativo.Quais dos enunciados abaixo melhor descreve a fisiopatologia do sangramento desta paciente?
AINEs → ↓ prostaglandinas → ↓ muco, bicarbonato, fluxo sanguíneo → úlcera péptica.
A fisiopatologia da úlcera gástrica induzida por AINEs envolve a inibição da cicloxigenase-1 (COX-1), que é responsável pela produção de prostaglandinas protetoras da mucosa gástrica. A redução dessas prostaglandinas compromete a barreira mucosa, diminuindo a secreção de muco e bicarbonato e o fluxo sanguíneo, tornando a mucosa vulnerável à lesão pelo ácido.
A úlcera péptica induzida por AINEs é uma complicação gastrointestinal comum, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. A prevalência de sangramento gastrointestinal superior aumenta significativamente com o uso de AINEs, sendo uma causa importante de morbimortalidade. Compreender a fisiopatologia é crucial para a prevenção e manejo adequado. A fisiopatologia central envolve a inibição da cicloxigenase-1 (COX-1), uma enzima constitutiva que produz prostaglandinas essenciais para a integridade da mucosa gástrica. Essas prostaglandinas, como a PGE2 e PGI2, promovem a secreção de muco e bicarbonato, mantêm o fluxo sanguíneo da mucosa e inibem a secreção ácida. A inibição da COX-1 pelos AINEs leva à redução desses fatores protetores, tornando a mucosa vulnerável à lesão pelo ácido clorídrico e pepsina. O manejo de pacientes com sangramento gastrointestinal por úlcera péptica inclui a estabilização hemodinâmica, endoscopia digestiva alta para diagnóstico e tratamento endoscópico (como injeção de epinefrina ou clipagem), e o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP). A suspensão do AINE é fundamental, e a erradicação do H. pylori deve ser considerada se presente, embora neste caso tenha sido negativo.
Os AINEs causam lesão gástrica principalmente pela inibição da cicloxigenase-1 (COX-1), que reduz a produção de prostaglandinas protetoras da mucosa, como PGE2 e PGI2. Isso compromete a barreira mucosa, diminuindo a secreção de muco e bicarbonato, e o fluxo sanguíneo.
Pacientes idosos têm maior risco devido a múltiplos fatores, incluindo comorbidades, uso concomitante de outros medicamentos (como anticoagulantes), diminuição da capacidade de reparo da mucosa e maior prevalência de H. pylori, embora neste caso seja negativo.
A úlcera por AINEs geralmente ocorre em pacientes com histórico de uso dessas drogas e teste negativo para H. pylori. A úlcera por H. pylori é confirmada pelo teste de urease ou histopatologia. A localização e características endoscópicas podem ser semelhantes.
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